É com maior orgulho que anuncio que a partir de agora, este log está sendo mantido em endereço novo. Mais fácil de memorizar, e mais fácil de ler/acessar.
Espero que o volume de visitas continue crescendo, e que em breve possamos atingir a marca de 136.000 acessor facilmente.
De acordo com o escalador de Volta Redonda Cândido Bisneto (Precoce), há um novo local a se colocar na agenda para conhecer.
Devo adiantar que pelas fotos , o local é IMPRESSIONANTE. Não há muitas vias no local, mas o potencial para a abertura de vias , que tem tudo para serem as mais bonitas linhas já feitas, é imenso.
São 4 setores: um que já sai do negativo, outro que tem um "positivo meio vertical" que emenda no negativão, outro setor vertical que termina em um teto e o último setor que é um vertical (o unico que molha ). O local fica no município de Passa Vinte - MG e o nome da gruta é "a toca".
O modo utilizado pelos escaladores para se encontrar o local foi no mínimo inusitado : Google Earth. Os escaladores hávidos por locais novos vasculharam via software os possíveis locais de escalada.
Ao que parece encontraram um local que , repito, pelas fotos parece ser de encher os olhos de qualquer um. Especula-se de que o local seria do mesmo potencial do que o Campo Escola 2000 no Rio de Janeiro(local que não conheço, e repasso apenas a comparação do "Precoce").
Reparem nas fotos logo abaixo no tamanho que ficam as pessoas perante o local. Ao que parece o tipo da rocha é o Granito, mas ainda carece de confirmação.
Confiram abaixo e-mail do escalador Filipe Mury :
E-mail direcionado a todos que pretendem frequentar o novo point em Passa Vinte.
Prezados,
Após a descoberta deste point que provavelmente vai revolucionar a escalada na nossa região, minha primeira preocupação foi identificar e me aproximar dos proprietários para que haja um bom relacionamento nos propiciando assim frequentar o lugar.
Já tive contato com os proprietários e graças a Deus são pessoas ótimas que dispuseram inclusive alojamento para auxiliar na conquista das vias.
Com isso, gostaria de pedir a todos que ao dirigiren-se a "TOCA", avisem aos proprietários, caso eles estejam em casa... somente para demonstrar respeito pelos donos da terra.
Apesar da nossa comunidade escaladora ser formada por pessoas de boa índole e educadas, vale lembrar que:
* Nunca deixe lixo no point;
* Evite ao máximo o desmatamento da vegetação na trilha além do necessário, pois assim evitaremos a degradação do solo diminuindo a erosão, tendo em vista que a trilha de acesso é bem frágil e com o aumento do número de frequentadores isso certamente ocorrerá;
* Como o point está sendo conquistado, será normal encontrar "EQUIPAMENTO NAS VIAS E NA BASE" o que não quer dizer que este equipamento não tenha dono...
* Se tiver a intenssão de conquistar uma via, informe-se com o pessoal para saber se o local escolhido não exista um projeto ou outra via "em móvel"...
* Não faça a trilha ou a base das vias de banheiro, utilize um "shit tube", se não tiver um, leve seus degetos em uma sacola plástica e jogue em um lixo na cidade, pois não queremos que aquela fonte de água cristalina, a qual bebemos, ao lado da pedra seja contaminada.
* A toca é um local maravilhoso, criadouro de animais e plantas, um paraiso para escalada em rocha, porém, muito cuidado pois é também um local perigoso, com risco de queda de blocos e acidentes que podem causar a morte;
No mais fica a dica de treinar muito, pois as vias serão bem exigentes...
Faz um certo tempo as sapatilhas Evolv entrou no mercado com tudo. Patrocina os escaladores estrela Chris Sharma e Lisa Rands, ajuda na produção de filmes e eventos.
Mas fica a pergunta de quem já tem uma marca de preferência (no meu caso a LaSportiva), a sapatilhas desta marca são boas?
O site rockclimbing.com fez uma avaliação de dois produtos top de linha recém lançados pela empresa.
Estou me esforçando aqui para terminar a tradução e colocar no blog.
O programa será apresentado no Squamish Mountain Film Festival na Columbia Britânica em Julho de 2009 e terá como objetivo principal verificar o estado do meio ambiente e o acesso às distintos lugares de escalada em todas as Américas e estabelecer, se possivel, como uma organização que vise pelo livre acesso aos lugares de escalada em todo o Hemisfério ocidental.
O acesso às montanhas e a conservação do meio ambiente da escalada para as gerações atuais e futuras são fundamentais para qualquer tipo de escalada, seja em rocha, gelo, montanhismo ou boulder. Entretanto, os distintos governos, os donos das propriedades, o desenvolvimento do turismo e até mesmo situações de guerra, restringem estes locais e ameaçam a preservação destes ambientes, que são cruciais para o desenvolvimento da escalada em toda a América.
O Objetivo final do Programa acesso Pan Americano é estabelecer uma discussão de como se obter estas ferramentas para que escaladores de toda a América possam ter o direito de ir para a montanha. O Programa Acesso é um movimento independente que não conta com patrocinios de nenhuma organização, apesar de esperar contar com o apoio de individuos e organizações conservacionistas, de escaladores ou promotores do livre acesso para que assistam e participem do forum.
O Problema no Brasil
O Brasil, como não é diferente do resto dos países americanos, encontra muitos problemas referentes à restrições e proibições dos locais de escalada. Dentre estes lugares, podemos citar, sem fazer muito esforço:
1) Gruta da Lapinha MG 2) Gruta do Bau MG 3) Pico do Baiano MG 4) Cachoeira do Tabuleiro MG 5) Falesia dos Viciados SP 6) Morro Guaraiuva SP 7) Boulderes do Aranha SP 8) Parque Estadual da Gruta do Monge PR 9) Canyon do Guartelá PR 10) Parque estadual de Vila Velha PR 11) Parque Tanguá - Curitiba PR 12) Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu PR 13) Setor 2, 3 e 4 de São Luis do Purunã PR 14) Parque Estadual da Pedra Azul ES 15) Morro do Cabeludo GO
Nesta breve lista está há a exceção dos lugares localizados no Rio de Janeiro, onde a Femerj já atua há algum tempo com o este mesmo programa, tendo inclusive criado o site acesso as montanhas.
Destacamos que no Brasil as restrições vem de todas as esferas, seja do poder público, que proibe a prática de escalada em Unidades de Conservação, como também em propriedades particulares. Os motivos são muito variados e há desde deslizes cometidos por escaladores, quanto intransigência e até mesmo ignorância por parte de autoridades e proprietários de terras.
Pouco a pouco alguns brasileiros estão deixando de apenas assistir boas idéias de como promover a escalada(e ganhar algum dinheiro com isso). O fotógrafo, e empreendedor, Cláudio Brisighelo, inova na tentativa de criar um calendário com fotos de montanhas, natureza e escalada.
Idéia que pode servir de inspiração para muita gente que pensa em como colocar um pouco mais da escalada em suas vidas.
10 dicas para manter a disposição para se exercitar
1. Inicie e termine seu programa com alguns exercícios de alongamento, exceto se seu treino for de hipertrofia. 2. Mantenha-se hidratado durante o exercício. A desidratação leva à fadiga muscular. 3. Faça uma alimentação leve, rica em carboidratos, cerca de 40 min antes dos exercícios. Você garante energia para os músculos. 4. Em treinos longos, suplemente com carboidrato em pó, como por exemplo a maltodextrina, ou em forma de gel. Peça a opinião do seu nutricionista antes de fazer a escolha. 5. Utilize roupas e calçados adequados para a atividade que você for fazer. 6. Respeite o tempo de recuperação entre os exercícios. 7. Se optar por mais de uma atividade no mesmo dia, faça aquelas que se complementam. Evite, por exemplo, musculação e pilates. 8. Não faça exercícios pesados diariamente, reserve pelo menos dois dias off. 9. Peça para o professor fazer uma periodização do seu treinamento. Além de melhorar seu rendimento, trás maior motivação. 10. Não exercite-se sozinho, convide um amigo. Mas escolha um bem animado!!!
Após um período de pouca inspiração, e de atolamento pessoal no trabalho, andei um pouco afastado das colunas no site altamontanha.com.
Colaborei sim com a cobertura do evento da Mostra Internacional de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro. Mas me abstive de poder colocar algos outros textos meus. Não estava na pegada de escrever.
Com alguma inspiração de volta, coloquei um outro texto para os leitores.
Válido para o Ranking Paulista – 2008 ,para atletas federados com a anuidade 2008 em dia Escrito por Luciano Fernandes às 11h01 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Brasileiros Dominam o Pódio no Chile
O open de boulder realizado no Chile no último fim de semana (22 e 23) teve o brasileiro André "Bele" Berezoski no topo do pódio.
Em segundo lugar no masculino ficou o campeão brasileiro César "Cesinha" Grosso, convidado especial do evento. Em terceiro ficou o chileno Jesus Gonzalez.
No feminino, a chilena de 16 anos Soho Langbehn levou a melhor, vencendo sua compatriota Sarah Alwin, veterana de 42 anos, que ficou com a medalha de prata. A brasileira Thais Makino - vencedora do SP Open de Boulder - ficou em terceiro lugar, trazendo a medalha de bronze para o Brasil.
Umas das pessoas mais simpáticas e atuantes do Cuscuzeiro é o Rodrigo Chinaglia. Vulgarmente conhecido como Genga. Ele me escreveu em seu texto sobre uma abertura de via por lá, e do triste episódio de que um escalador em atitude totalmente puzilânime arrancou o bloco a marteladas.
Em seu texto, ue publiquei na íntegra, havia alguma referência ao dono da propriedade.
Hoje Rodrigo me enviou um e-mail explicando certas declarações feitas por ele no relato da via aberta :
(...)
O dono da propriedade onde fica o cuscuzeiro me chamou pra conversar, em meio as discussoes sobre as depredações e etc... e me mostrou uma noticia, que foi retirada do seu blog.
Ele havia ficado chateado com a ultima linha, ainda mais porque a fonte está: Rodrigo Chinaglia (usprodrigo@yahoo.com.br)
Vi aqui que eu encaminhei este email pra você, e confesso que nao lembro de te-lo escrito. Por outro lado, encaminhei, entao devo ter concordado. O Fato é que ele tem mexido la sim, tem arrumado trilhas, colocado contenções, corrimões, demarcado-as. Não é digamos assim, definitivo, 100% ideal, não agrada a todos, principalmente por termos que pagar R$5,0 pra entrar, mas já é uma boa atitude, que aliada as ações dos escaladores locais que vira e mexe arrumam as trilhas, ajuda a manter as trilhas transitaveis. Eu queria saber o que voce acha de publicar alguma coisa que eu escrever, no blog, digamos assim, reiterando a atitude do Senhor Oldair, que realmente ficou injustiçado no email. Eu nem sei como começar, mas se vc concordar, acho que posso tentar escrever alguma coisa, pq ficou meio chato a minha situação com ele. Ok?
De acordo com o blog pessoal do escalador Felipe Camargo, o Pikuira, ele passou às finais do campeonato mundial juvenil. Sendo assim, em termos gerais, Felipe se consagra como o primeiro brasileiro a ir a uma final de algum campeonato mundial de escalada.
Primeira série de filmes de escalada chamava-se "Master of Stone" e desde a sua primeira edição sempre encheu os olhos dos escaladores. As imagens eram bem feitas (para o padrão da época) e os tipos de escalada eram de tirar o fôlego. Entretanto não havia história pré definida, era muito parecida com o tipo de filme que a "grife" Dosage faz. Não chega a ser um filme que interesse a algum público leigo(leia-se não escalador), e que não tem muita escalada no sangue.
Para quem diz que a série não poderia ter terminado, uma boa notícia. A revista Climbing vai lançar mais uma versão do filme. O filme "Master of Stone 6" vai ser liberado na primavera do ano que vem(a primavera no hemisfério norte é em abril/maio). Para os que precisam ver para crer, já há dois trailers "teasing" para o público. Tudo isso para já ir adoçando a boca de quem está hávido por mas um filme da série.
Com o lançamento do "Master of Stone 6 " fica consolidado o "boom" de filmes de escalada que apareceram nos últimos dois anos. Somente este ano houve vários lançamentos de filmes de escalada como : Spray, Dosage V, Sharp End, Commited, só para citar os mais famosos e badalados.
Mais um motivo para que qualquer evento de escalada tenha exibições de filmes dentro da sua programação.
Mais um dica de blog para quem gosta de conferir todos os blogs de escalada.
Este aqui é no Ceará. Muito bem escrito, e com um bom humor elegante, o blog "Desce Daí doido" é uma ótima referência para quem quer saber das escaladas da região.
Devido ao grande sucesso da Pre-estreia, com bilheteria esgotada e mas de 150 pessoas para fora do cinema, ocorrera nova apresentaçao do filme A Gruna.
Re-Estreia do filme A Gruna dia 21 de novembro Viçosa - MG Espaço Fernando Sabino (UFV) 20 hrs
Em conversa reservada com a simpaticíssima Moara Jacob, fiquei sabendo que muita gente anda viajando na base do "oba oba". Algumas pessoas acostumadas a levar a vida no "bumba meu boi", e a achar que viajar é só alegria e descompromisso, sempre se enrolam na hora de planejar uma viagem. Moara era só decepção pois acabou por desmarcar compromissos para ter sua primeira vivência na rocha. Viagem esta que nem aconteceu porque quem não houve um planejamento adequado.
Este post é para você que anda planejando fazer viagens de escalada, e quer evitar reagendamentos.
1 - Previsão do Tempo. Antes de sair convidando todos para viajar para local "x", ou "y", verifique como anda a previsão do tempo. Se vai chover, quantos milímetros de chuva irá ocorrer, como estão as cidades em volta. Como serão os dias anteriores e posteriores dos dias desejados. Verifique a foto do satélite também. A imagem do satélite pode dizer muito mais que uma previsão em palavras. Quanto mais sites especializados em metereologia forem consultados melhor. Não deixe para confiar no "xiquinho da esquina de São João", se você não ir para lá. Confie em quem vive para olhar e fazer previsões do tempo: Acesse os sites : http://www.climatempo.com.br http://tempo1.cptec.inpe.br/ http://www.canaldotempo.com
2 - Compromisso.Procure combinar com amigos que sejam bons companheiros de viagem, e que tenha histórico de não desmarcarem em cima da hora. Se alguém combinar de viajar com você deixe bem claro que ela está assumindo um compromisso com você. Afinal outras pessoas deixarão de ser convidadas por causa do "aceite" dela. Assim como a pessoa esteja consciente de que há um grupo de pessoas que querem se divertir também. Levar um "sem-noção" que quer fazer coisas diferentes de todos, ou que queira aparecer mais do que deve, é certeza de viagem ruim. É importante lembrar que respeitando tudo e a todos é a premissa de qualquer cidadão exemplar, não só de um viajante.
3 - Planejamento. Ao viajar, planeje, mesmo que superficialmente, o que irá ser feito. Assim já se sabe os horários a se respeitar. Nada combinado sai caro. Tendo um planejamento do que vai ser feito serve pelo menos para que o convite seja bem específico. Não leve alguém por exemplo alguém que não escala para um viagem de escalada, ou levar um iniciante para uma falésia que somente tem graus elevados, ou quem está tendo primeiro contato com a rocha para fazer boulder. Levar várias pessoas que não tem muito a ver com o programa que você quer fazer apenas para ter o número de viajantes no carro, é falta de inteligência( e de caráter).
4 - Foco. Não misture turismo e escalada. Uma pode ser feito em um dia, e a outra em outro. Não fique querendo encaixar baladas em finais de dias de escalada, nem fique querendo conhecer uma cachueira e depois ir escalar uma via longa. Os dias tem 24 horas, 12 horas de sol para ser mais exato. Não se pode abraçar o mundo com as pernas. Se voce está indo a uma viagem de turismo com varias pessoas, não fique pensando em escalar. E vice versa. Experiência própria.
5 - Horário.Combine o horário corretamente com o grupo que vai viajar. Repito : quem não tem compromisso com nada, não vai honrar compromisso de viajar com você. Marque o horário de ida, e volta. O local de encontro e assim por diante. Quem não concordar com os horários não combina de viajar. O tamanho do seu respeito pelos seus colegas é mostrado, e muito, por sua pontualidade.
6 - Logística. Não leve seu terno para uma viagem de escalada. Na sua mala, pense MUITO no que levar. Coloque aquilo que for extritamente necessário na sua cama, e leve metade daquilo que colocar lá. Evite levar aquela irritantes malinhas de rodinhas que os urbanóides levam ao aeroporto e rodoviária. Procure colocar tudo na sua mochila. Não fique levando roupas nem fora das mochilas nem sacolinhas de coisas inúteis, como uma jaca por exemplo, que irão somente fazer peso. Controle seu impulso de gastar nas paradas, e nas padarias. Você está escalando, e viajando para isso. Para atos de compras de cocares de índio, jacas, potes de doces e etc deixe para uma viagem com a família. Lembrar sempre de que existem outras pessoas que tamém vão querer usar o mesmo espaço no porta-malas que você está planejando lotar é deselegante(isso para dizer o mínimo)
7 - Não tenha medo de ser chato ao perguntar todas estas coisas a quem lhe convidar para viajar. Viajar é muito gostoso, e muito bom. Supostamente deve lhe dar um descanso merecido ao seu cérebro. Não se divertir somente porque está indo com pessoas "oba oba" que não tem compromisso com nada é inadimissível. Afinal tudo da viagem custa dinheiro, e se alguém acha que dinheiro nasce em árvore deve ficar em casa meditando sobre isso, e não viajar.
Mensagem direta do "General" Rodrigo 'Genga' Chinaglia sobre uma nova va aberta no Cuscuzeiro. A ele agradeço imensamente o relato dado ao blog, e a promessa de dezembro, sem falta, ir conhecer esta via e troca ideias com ele ao vivo
Muitos já ouviram falar deste singelo e mágico morro na pacata cidade de Analândia, interior de SP. Com mais de quarenta vias, e potencial para muitas mais, o morro do Cuscuzeiro é diversão garantida pra quem escala.
Há algum tempo eu e meu parça Gengiva escalávamos a via "Insaciável" quando vimos uma linha bem interessante à esquerda e que poderia ser escalada em top rope dessa mesma base.
Armamos o top e descobrimos uma linha muito divertida, com boas agarras, um tanto afastadas, com movimentação interessante. Um 6º grau bem gostoso. A saída poderia aproveitar um bolt e um furo que os conquistadores da Insaciável deixaram para uma variante, que precisava de pino colado (a saída atual dessa via, é um lance bem legal de diedro, mais à esquerda) e que protegiam um lance bem atlético e bonito, aparentemente forte, mas fazível para todas as estaturas, algo em torno de um 7b boulderístico.
Logo vimos que a linha merecia ser equipada para guiar, visto que o lance crucial, no final da via, ficaria muito mais bonito e praticável do que com corda de cima, que atrapalhava a resolução do crux.
A conquista demorou um bocado, pois não conseguimos definir exatamente onde colocar a chapeleta do lance final, mais forte, que daria o grau da via. Não conseguimos resolver para a direita, nem para a esquerda, onde até pensamos ser possível emendar a linha na base da "Cactus Now", um 7c Analandense ao lado. Chegamos a marcar os furos, que seriam feitos "na mão" como todas as vias que conquistamos.
Vieram algumas chuvas, algumas viagens, estive fora algum tempo, depois o Gengiva também, e quando estávamos de volta, retomamos o projeto, que há muito tempo não saía de nossa imaginação. E desta vez contávamos com uma furadeira... Escalamos a Insaciável, armamos uma corda fixa e escalamos novamente a linha com ascensor peitoral, para remarcar os locais exatos de cada furo. Como não conseguimos pagar o lance final nem pra direita, nem pra esquerda, colocamos a última chapa bem no meio dos dois possíveis lances (com uma malha rápida para abandono) e aguardamos pela escalada de alguém mais competente. Quem já entrou sugere algo em torno de um 8b/c fazível, o que me alegrou bastante, já que não temos um 8c nem no Cusco, nem no morro do Camelo, nem em Itaqueri da Serra.
Já o nome da via ficou por conta do aproveitamento da base, de uma chapa, um bolt e de um furo da “Insaciável” e também por elas se cruzarem logo no começo, depois da saída de cada uma. Assim, batizamos a “Insociável”, sendo um excelente trocadilho entre a via já existente, ter sido um projeto meio “solitário” de nós dois, e pelo ego de alguns escaladores da região.
Mas foi assim, com paciência e ponderação, que a via acabou nos conquistando, e o que fizemos foi torná-la realidade.
Agradecemos à Território, pelo apoio na conquista, ao C.U.M.E. pela furadeira, ao Rodrigo, ao Flavinho K2, Marquinhos e Michel pelas infos e incentivo, ao André "Baiano" Perassoli pelo apoio e ao Andrey Romaniuk pela força e corre dado junto à Território Online. Escrito por Luciano Fernandes às 10h08 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Escalada na virada Paulista
Já está disponível o vídeo da ESPN sobre o Open de boulder
Quando me mudei para a cidade de São Paulo, nos primeiros dias fui treinar na academia. Lá pude ver uma das melhores academias(em termos de equipamentos, vias e sistemas de treino) que tinha visto na minha vida. Ainda maravilhado com todas as novidades vi uma menininha com carinha de alguma criança de anúncios de bolachas com sorriso cativante escalando. Ela deveria ter no máximo 12 anos, e sempre agarrada à sua mãe e às paredes. Sempre escalando boulders e se dedicando à apurar a sua técnica e força para superar as dificuldades que sua altura e idade impunham.
Esta pequena pessoinha "fofinha" com carinha de irmã mais nova de todos, de imediato conquistou minha admiração e respeito. Sempre treinando, sempre se dedicando sua evolução nos últimos dois anos foi surpreendente. Passando por vários obstáculos típicos de adolescência(quando parece que o mundo está contra nós), contra alguns problemas particulares que todos têm, a mocinha hoje já é considerada uma realidade, não mais uma promessa.
A despeito da torcida contra a escaladora Ana Paula Veloso, a Paulinha, conquistou resultados expressivos nos últimos meses. Fazendo muita gente morder a língua. Dentre seus feitos ganhou um festival de boulder em Belo Horizonte, deixando todos de queixo caídos por lá quando superou as favoritas locais(vale lembrar que nem era na própria cidade, nem conhecia o estilo do "routte setter" local). Como se não bastasse, beliscou ainda um segundo lugar no feminino no campeonato brasileiro. Colocação esta que Paulinha pode confirmar na última etapa aqui em São Paulo a se realizar em dezembro.
Não bastasse esta colocação de expressão (muitas escaladoras mais velhas do que ela treinam, desejam e cobiçam, porém não conseguem alcançar, por não ser fácil) foi no último Open de Bouder, realizado em São Paulo semana passada, que mostrou ao Brasil que a mocinha é hoje uma grande escaladora. Com apenas 14 anos de idade, abocanhou um segundo lugar na categoria Master do evento. O evento Open de Boulder é o maior e mais importante campeonato/festival de escalada de Boulder do Brasil, com premiações em dinheiro.
Me esforço aqui para conseguir fazer uma homenagem para a mocinha hoje. Para ela somente tenho elogios : Ela que tem um sorriso cativante que ainda é iluminado pela sua infância que nem acabou ainda. Sua simpatia e educação é proporcional à sua escalada, e não há um dia que não se vá na academia e encontre com ela, que Paulinha não esteja refinando sua técnica, e esbanjando a simpatia de sempre. Na sua rotina há dias determinados para treinamentos fortes, para a escalada em vias com os "adultos", assim como o seu dia favorito de Boulder. Ignorando completamente as ironias dos mais velhos por ser muito novinha e "mignon", a escaladora paulista hoje pode olhar a todos e dizer que no pódio haverá sempre a presença dela. Quem "dormir no ponto" fica para trás. Não tenho a menor dúvida de que assim que ganhar o seu primeiro campeonato na categoria máxima brasileira terá de TUDO para escrever seu nome na história da escalada brasileira, e ser constantemente a primeira colocada.
Ana Paula é também frequentadora das escalada em rocha, tanto em boulder quanto em vias. Tendo escalado inclusive na Europa no ano passado. Provando , mais uma vez, que para um escalador ser completo tem de estar indo para a rocha. Que por mais confortável que seja estar na academia, a rocha é o "habitat natural" de um escalador completo. Somente tendo o devido contato com a natureza, é que se pode ter corpo e mente em sintonia para uma escalada o mais pura possível.
Ver Paulinha escalar hoje é literalmente ter uma aula de como uma mulher pode ter graça e movimento em uma escalada, se diferenciando ,e até se sobressaindo, dos homens por isso. Assim como a escaladora mítica Lynn Hill,. ela exibe um verdadeiro balé ao escalar. Quando passeia sobre os boulders de campeonatos, ou mesmo quando brinca na academia, Paulinha mostra que por mais músculos tem uma pessoa, nada substitui a leveza e graça de alguém que privilegia a técnica, e dispensa a força bruta para a escalada. Aliado a isso, exibe uma concentração e foco no objetivo de fazer inveja a muita gente experiente na escalada. Ana Paula além possuir técnica singular, não se distrai nem se desconcentra facilmente (em campeonatos) e mostra assim maturidade e personalidade necessária a uma atleta de verdade.
Paulinha, eu estou muito orgulhoso e envaidecido de conhecer você. Para você eu faço minha reverêcia. Voce é com certeza a futura rainha da escalada do país.
Tenho certeza que esta conquista é o início de muitas.
Uma das figuras mais gentis que conheci dentro da escalada foi o morador de São Bento do Sapucaí conhecido como Lello. Ele é o principal responsável pela MEPA Ressolas, e faz um trabalho muito bom nesta área. É um escalador bastante dedicado, consciente e voluntarioso. Para quem vai a São Bento do Sapucaí e está impossibilitado de ficar no abrigo de montanha do Eliseu Frechou(http://www.montanhismus.com.br) sua casa serviu de pousada a muitas pessoas.
Lello está na Chapada Diamantina neste momento. E de maneira até comovente deixou recado neste blog. Segundo noticia o escalador, a região compreendida pela Chapada Diamantina está com 80% de sua área queimada por um incêncio sem proporções. Talvez nunca visto na hostória da Chapada. Lello, como não poderia ser diferente(assim como fiz quando fiquei na Serra do Cipó no ano passado) está ajudando no combate ao incêndio que por lá se instalou de uma forma catastrófica.
A pedido do mesmo Lello colocárei todas as notícias a respeito da região que é maravilhosa, e possui, dentro da escalada, uma possibilidade de vias e boulders muito grande. A potencialidade foi retratada no filme "A Gruna" exibido no Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro. O filme também teve exibição concorrida em Minas Gerais.
Há também diversas excursões de escaladores agendadas para a Chapada Diamantina, tanto para um turismo ecológico simples tanto para a escalada. É altamente recomendado que cada um dos turistas e escaladores verifiquem como anda a região pretendida para a sua visita. Ao que tudo parece, o incêncio queimou praticamente tudo o que existia por lá.
Mais notícias assim que garimpar algo da WEB.
Leia abaixo texto do Lello :
caro luciano,me desculpe a ignorancia mas não sabia como postar a noticia...seguinte:estou aqui na chapadadiamantina a res meses vim p cá p aprimorar minha escalada em boulder..e me deparei com uma triste realidade:os incendios q estão destruindo o parque naciona(já queimou 80% da area total)é uma pena q coisas como esta ainda acontecem por causa da ação criminosa do homem...estamos todos aqui voluntariando na luta em defesa de nossa mãe natureza...em breve mando fotos ...por favor divulgue...um abraço from bahia ...lelo
Mais um nome a se decorar dentro das muitas mulheres que se destacam. Andrea Cartas. A escaladora supreendeu até mesmo os espanhóis este ano, que esperavam um passeio de Irati.
1 - Mariella Velloso SÃO PAULO - SP 2 - Andrea Schmidt SÃO PAULO - SP 3 - Mariana Henrique de Campos Marcondes Oliveira SÃO PAULO - SP 4 - Daniele de Andrade Santos SÃO PAULO - SP 5 - Tania Brotto haddad ARUJA - SP
Intermediário Feminino
1 - Edilson Osorio Junior SÃO PAULO - SP 2 - Marcelo Soares Balestero SÃO PAULO - SP 3 - David Henrique SÃO PAULO - SP 4 - Octávio Bernardes Ferreira Neto SÃO PAULO - SP 5 - Rafael Moreira Neves SÃO PAULO - SP 6 - Lucas Rocha SÃO PAULO - SP
Master Feminino
1 - Thais Makino Shiraiwa SÃO PAULO - SP 2 - Ana Paula Veloso SÃO PAULO - SP 3 - Janine Cardoso SÃO PAULO - SP 4 - Ana Luisa Makino Shiraiwa SÃO PAULO - SP 5 - Andréia Rissi SÃO PAULO - SP 6 - Carla Reis SÃO PAULO - SP 7 - Anna Shaw S.J.RIO PRETO - SP
Master Masculino
1 - César Grosso SÃO PAULO - SP 2 - André Berezoski Neto SÃO PAULO - SP 3 - Stefano Mastrocola SÃO PAULO - SP 4 - Jean Lages Ouriques BELO HORIZONTE - MG 5 - Matheus Veloso SÃO PAULO - SP 6 - Gabriel Zuffo SÃO PAULO - SP 7 - Gustavo da Silveira Garcia S.J.RIO PRETO - SP 8 - Thiago Veloso VIÇOSA - MG
Fonte : http://www.apee.com.br Escrito por Luciano Fernandes às 11h35 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Filme de escalada brazuca
A discussão sobre patrocínio é infinita. E sempre voltarei ao ponto quando tiver alguma idéia, ou alguma opinião a emitir. Caso não sinta confortável , ou nem queira saber, ou pefira ficar sem saber a minha opinião, sinta-se à vontade de pular este post.
Compareci ao Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro (postando todos os dias possíveis sobre os filmes e o que eu avaliei deles) e vi a potência que pode ser um filme de escalada. Equipamentos, roupas e viagens podem servir de temas para um filme interesante. Obviamente não é falar do equipamento, mas o equipamento mostrar-se apto a um investimento.
Maioria dos filmes não tinha um patrocínio definido de nenhuma marca. O próprio evento era patrocinado por um só patrocinador. Não havia(por algum motivo que eu desconheço) nenhum ouro patrocínio. Havia sim vários apoios.
Escuto vários escaladores da "elite" reclamar que não encontram patrocínios para suas escaladas. Alguns para campeonatos, outros para viagens, e outros para conquistas de novas áreas. Concordo que as marcas de aventura deveriam se esforçar para acreditar nos atletas. As que se dispõe a fazer propostas, deveria ao menos , também, ter um senso do ridículo ao convidar um atleta para patrocinar. Apenas para ter um nome vinculado à marca, mas não ter uma presença marcante no dia-a-dia do patrocinado em questão é uma relação draconiana.
Se fosse para recomendar algo, seria para que quem deseja que patrocinadores fiquem tentados a terem suas marcas em destaque, promoveram, e planejarem filmes. Não estou pensando que seja algo simples. Sei que é difícil fazer roteiro de filmes, gastar tempos em edições e legendas. Enfim, é um trabalho ingrato. Mas é um argumento válido.
Quando ficaria para um patrocinador colaborar com as viagens para algumas escaladas em locais não muito distantes como : Serra do Cipó, Caxias do Sul, Cocalzinho e outros lugares que atraem tanto escaladores esportivos e boulderistas. A idéia de ir para uma alta montanha parece agradar mais, pois neste festival de filmes tivemos mais de 4 filmes sobre o mesmo tema(escalada em alta montanha).
Ouve alguns filmes mostrados sobre boulder, mas nada que se ecaixe na filosofia de mostrar um produto. Como assim? Reparem no filme do Chris Sharma por exemplo, King Lines. Nele há uma visita na fábrica da evolve. Coisa simples que fica marcado, e funciona como uma grande divulgação da marca.
Se algum escalador duvida, no filme de trecking de bicicleta houve o apoio da marca curtlo, e foi muito bem feito o merchandising da marca. Assim como outras marcas.
Já cansei de escrever, e falar isso a pessoas que tendem a achar que patrocínio é igual "mesada". Patrocíno é a venda de produtos, e uma relação de troca. Ninguém em sã consciência irá patrocinar atletas que são conhecidos por serem maus cidadãos, envolvidos em confusões , ou desinteressados em dar um retorno para a empresa. Até mesmo os seus pais pedem algo em troca de uma mesadinha. Imagine uma empresa que todo mês precisa ter dinheiro em caixa para pagar as contas e investimentos. É alardeado por listas de discussões e fóruns de escalada que não há apoio. Acredito que as pessoas que reclamam não estao fazendo por merecer apoio. Conseguir patrocínio para quem leva a escalada a sério e procura arduamente ja é difícil, imagine para quem "leva a vida na flauta".
Negociar um filme, por mais simples que seja, com alguma marca (até mesmo de operadora de celular) pode ser a carta na manga que todo mundo procura.
"The Sharp end" nos leva a uma jornada ao redor do mundo, mas muito mais importante dentro das mentes dos escaladores que precisam chegar perto de um limite perigoso delimitado por eles. Desde boulder estilo "highball"(boulder com 8 a 15 metros de altura) perto de Bishop, nos EUA, até os altos picos de Kashmir, na Índia, através de trages de base jumping e escalada tradicinal nas torres de arenito da república tcheca, conhecemos mais de perto pessoas que se alimenta de adrenalina.
Se voce gostou de "First Ascent", você definitivamente gostará também deste filme, pois são similares em alguns aspectos de narrativa e estilo. O foco é bem mais as pessoas que buscam oportunidades para explicar a sua própria de ver e se motivar. Porque eles se colocam nestas situações extremas? As perguntas são, se voce as fizer, desde inocentes até filosóficas.
As situações mostradas, como sempe, não permite falhas e às vezes até inusitadas. Eu realmente recomendo não perder o "Making of" que faz parte dos extras do DVD. Material muito interessante.
E, no caso de estar imaginando, a resposta é SIM, a produção da "Sender Films" fará suas digitais suarem, com certeza. Estamos esperando para o próximo filme. Boulder e competições talvez?
Locais mostrado no Filme
+ Escalada tradicional em móvel no Eldorado Canyon , no estao do Colorado, nos EUA
+ Apenas com fitas com nós, sem magnésio, uma escalada no arenito na República Tcheca, com Alex Honnold, Matt Segal, Renan Ozturk, Cedar Wright and compania.
+ Escalada artificial em Yosemite, no "El Capitain" com Ammon Mcneely, "the El Cap pirate"(O pirata do El Cap)
+ Base Jumpin com traje "Wing-suit" na Itália no Vale Sarca com Chris McNamara
+ Escalada em solo com Steph Davies e Dean Potter
+ Boulder em " High Ball" com Lisa Rands e Wills Young
+ Escalada Alpina com Johnny Copp e compania
+ Sessão extra com escalada esportiva com Adam Ondra, escalada de dezenas de cordadas em um dia com Tommy Caldwell, incluindo um 8b+ Francês slab-pitch e muito mais.
Quando se decide a escalar, há de se decidir fazer um curso de escalada. De preferência com algum escalador experiente, e que seja preocupado com a segurança. Praticamente todos os cursos de escalda começam com os nós a se fazer. Interessantemente, nos encontros de escalada existentes no Brasil, não há nenhuma clínica, ou reciclagem de procedimentos de segurança, ou know-how de nós.
A idéia é simples, e fácil de colocar em prática. Por exemplo faz-se uma bricadeira valendo prêmios(prêmios bons) para quem souber fazer os nós. Algo como uma lata de refrigerante, ou camiseta, ou algo assim. Muitos escaladores não sabem fazer os principais procedimentos. Há muitos escaladores que sempre estão nos locais e encontros de "oba-oba", porém não sabem fazer os nós.
Há nós que pela falta de uso, esquecemos. Não é vergonha nenhuma fazer uma reciclagem para lebrar a todos os procedimentos.
No site, há imagens que ensinam passo a passo como fazer os principais nós da escalada.
Se fosse para eu recomendar alguns seriam : 1 - Nó oito duplo 2 - Nó lais de guia 3 - Nó prussik 4 - Nós pescador 5 - Nós de emendar fitas 6 - Nó UIAA 7 - Nó borboleta
Avanços técnicos ou tecnológicos sempre provocaram saltos quânticos nos níveis de escalada em rocha. A introdução de pitons, cordas de nylon e proteções móveis abriu terrenos novos e mais difíceis para os escaladores. Essas inovações provocaram e animaram controvérsias quanto à ética em sua utilização. Em 1977, um escalador e então analista mecânico espacial chamado Ray Jardine provocou a mais recente controvérsia com um equipamento radicalmente novo que ele chamou de friend.
Apesar de críticas em torno de sua invenção, a única obsessão de Jardine era desenvolver uma técnica ou equipamento para concluir uma escalada. Em 1973, Jardine percebeu que fendas de níveis mais altos exigiam uma proteção mais eficiente do que os tradicionais nuts poderiam proporcionar. Ele queria algo que permitisse uma colocação e remoção rápidas, que fosse manejado só com uma mão e, mais importante, algo que funcionasse em fendas paralelas.
Bill Forrest, um amigo que fabricava equipamentos para montanha, liberou sua oficina para que fossem construídos alguns protótipos. Jardine criou-os em uma noite e, no dia seguinte, testou-os na rocha. Uma série de falhas levaram-no ao centro de computação da Universidade de Colorado, onde foi aperfeiçoado o ângulo e a curva das peças excêntricas e decidido o uso da liga de alumínio 7075-T6 por sua capacidade de sofrer torção sem quebrar-se ou deformar-se.
Depois disso, Jardine dirigiu-se para um local onde seus novos friends realmente fariam diferença: as fendas verticais de Yosemite. Em 1976, perto das Cascatas Cascade, ele e Ron Kauk tinham limpado uma via em potencial da sujeira e mato e trabalharam-na em seguida. Após várias tentativas e um progresso de apenas 4 metros em uma fenda paralela e estreita, Kauk desistiu. Mais tarde, Jardine retornou com seus friends altamente secretos. Descansando em seus novos aparelhos em meio às quedas, uma prática que tornou-se conhecida como hangdogging, subiu 36,5 metros de árduos movimentos. Em sua oitava visita, Jardine começou do chão e, eficientemente costurando em seus friends, guiou o sofrido Crimson Cringe (Bajulação Carmin), 5.12 a (8a - Brasil), um dos clássicos do vale de Yosemite.
Jardine pediu segredo aos seus parceiros, mas as notícias de seus aparelhos de peças excêntricas logo começaram a vazar. Muitos queriam usufruir das vantagens dos friends, mas Jardine estava relutante em dividir sua idéia tão rapidamente. "Eu não podia liberar os friends para o domínio público antes de licenciá-los à um fabricante", explicou. Assim, Jardine escalava com seus mágicos aparelhos, estabelecendo numerosas conquistas, sem que ninguém pudesse adquiri-los, causando muito ressentimento. Dois anos mais tarde, Jardine viajou para a Inglaterra onde encontrou uma empresa para produzir seus aparelhos. Quando voltou à Yosemite, já tinha friends para vender em sua van por US$17,50, o que ajudou a diminuir o ressentimento. As vantagens desses novos aparelhos de proteção móvel foram logo percebidas pelos escaladores.
Jardine parou de escalar em 1981 por possuir outros interesses. Navegou pelo mundo num veleiro de 41 pés, antes de partir para longos trekkings. Mais tarde, mudou para a prática de caiaque no mar. Ironicamente, o que irrita Jardine hoje em dia é a dificuldade dos escaladores em possuir uma série completa de friends. "Este tipo de equipamento é ridiculamente barato de se construir", afirma. Sempre disposto a por lenha na fogueira, Jardine sugere: "Talvez eu devesse escrever um artigo dizendo como fazê-los."
OBS: O nome técnico em inglês do friend é Spring-Loaded Camming Device (SLCD), isto é, aparelho com peças móveis excêntricas (não possuem o mesmo centro) montadas em um eixo e ativadas através de molas. Nos EUA é simplificado para Cam(excêntrico).
Chris Sharma se junta ao time das cordas Sterling - O escalador encadena a via "Jumbo Love"(considerada a mais difícil do mundo, aguardando confirmação) em uma corda Sterling modelo Nano de 9.2mm www.sterlingrope.com
A compania de cordas Sterling anunciou que Chris Sharma oficialmente se juntou ao time da empresa com um dos seus atletas de elite. Os dois começaram a negociação durante a Outdoor Retailer Show. Depois que Sharma testou os produtos, ele assinou o contrato. "Nunca conheci uma corda que poderia fazer a diferença em uma escalada", disse o escalador depos de usar o modelo Nano de 9.2mm para encadenar o projeto "épico" "Jumbo Love" na Montanha Clark na Califórnia, esto dos EUA. A via possui mais de 75 metros(250 pés) em uma inclinação de aproximadamente 45 graus. "Jumbo Love", cotada em 12b, é possivelmente a via mais difícil no mundo. Chris malhou a via usando uma "Sterling Evolution Velocity 9.8mm" e então no dia 11 de setembro deste ano com uma "Fusion Nano" de 80 metros(!!).
Sharma irá atuar com um papel importante na Sterling no desenvolvimento de produto e testes. Desde a concecção a empresa focou, e é conhecida por isso, por ter grande durabilidade de alma e capa de cordas, assim como sua inovação em matéria de design. A fininha e de alta performance "Nano" é prova desta reputação. Isto combina muito bem com a incrível técnica de Sharma enquanto vai escalando as vias mais difíceis do mundo.
Para mais informações a respeito dos produtos da Sterling, contacte John Branagan na seção "Outdoor Sales" (john@sterlingrope.com) ou Adam Gagne (adam@sterlingrope.com)
Um dos melhores livros de escalada que li, e me ajudou a evoluir no esporte foi o "Warrior's Way" do escalador americano Arno Ilgner. O livro foca todo treinamento mental para escaladores, e o que é necessário para que haja uma evolução no esporte. O livro não foca nem um minuto em algumas das técnicas nazistas que já vi serem aplicadas aqui no Brasil, como por exemplo obrigar as pessoas a tomar uma vaca gigantesca em ginásio e na rocha. Ou ficar dando braçadas de cordas quando a queda for iminente. O livro foca principalmente no aspecto mental, em como se preparar e como encarar as adversidades mais comuns dentro da escalada.
Nos EUA é comum haver clínicas para reciclagem de escaladores, e treinamentos durante os encontros de escalada. Prática não muito comum nos encontros aqui no Brasil. Lá por exemplo haverá o "Warriors Way Mental/Movement Camp".
Combinação do treinamento mental do método "Caminho do Guerreiro"(Warrior's Way) com técnicas de movimentação de 5 a 7 de dezembro de 2008 no estado do Tenessee nos EUA.
O treinamento integrará habilidades e técnicas de movimentos de escaada com preparação mental para apromorar uma poderosa combinação para potencializar a sua escalada
O público alvo e seus pre-requisitos são : Escaladores que conheçam o básico de escalada com no mínimo seis meses de escalada. Estar guiando não é necessário.
Voce aprenderá a : Desenvolver uma auto-consiência
Assumir riscos mais evetivamente Identificar a possibilidade de queda e probabilidade de queda Interrupção da escalada em eventos de risco menor Fazer decisões de risco para minimizar lesões e maximizar comprometimento Quedas Ficar calmo, relaxado e focado Reduzir dúvidas e minimizar distração mental Integrar movimentos com foco mental Aprimorar a habilidade de resolver problemas Reduzir medo e pânicos e muito mais
Quando: December 5-7 (sexta, sabado, domingo) Where: Foster Falls, Tenessee
Um dos mais tradicionais jornais de esportes do país é o "Jornal dos Sports", que é editado no Rio de Janeiro, e por muito tempo ditou o formato, e linguagem da imprensa esportiva. Este jornal abriu espaço para um escalador escrever semanalmente. O escalador carioca Sandro tem escrito textos exceletentes e em elucidativos a respeito da escalada. A sua coluna nesta semana fala sobre o rapel. Ele , assim como eu e maioria dos escaladores, temos aversão de ser chamados de rapeleiros.
Dando continuidade a saga de semana passada, voltava eu de mais um dia de escalada, imundo, suado, lanhado, literalmente com a corda no pescoço, mas com aquela típica sensação de estar, verdadeiramente, vivendo cada instante de minha existência livre do controle, da repressão e da falsa segurança que a sociedade transmite a muitos que passam a vida como zumbis, eternamente guiados pelos padrões e normas estabelecidos por outros para suas vidas, quando, infelizmente, um cidadão me fez retornar a essa dura realidade, ou seria ilusão?
Ei, você tava fazendo rappel? Adoooro rappel!
Olhei bem nos olhos dele e:
Rapeleiro é a mãe! – Foi o que me deu vontade de dizer, mas, ainda não sei por que, como de costume, eu respondi : Não, tava escalando.
Ahh não, escalar é coisa de maluco, fazer rappel é que é tranquilo!
Senhores curiosos e aspirantes a “rapeleiros” de plantão, vou elucidar para vocês mais um mistério: escalar é coisa de maluco e fazer rappel é que é tranquilo?
Antes de responder a essa pergunta, lanço aqui uma polêmica ao dizer que, praticamente, todos os que se dizem “rapeleiros” nunca na vida fizeram um rappel sequer. Nós escaladores, muitas vezes, somos obrigados a fazer rappel, mas, o que os “rapeleiros” fazem é apenas uma técnica de descida com uso de cordas. Para que compreendam melhor a polêmica em questão, vamos voltar no túnel do tempo até o ano de 1879 quando o francês Jean Charlet-Stranton conquistava o Petit Dru, na França. Na falta de um retorno natural do cume, Jean desenvolveu uma técnica de descida com uso de cordas, onde, após cada descida ele recuperava a corda para então poder utilizá-la novamente, repetindo esse processo até que atingisse o solo. O termo rappel que em francês significa recuperar ou chamar veio justamente desse processo que é mais bem compreendido nas palavras do próprio Jean: “je tirais vivement par ses bouts la corde qui, on se le rappelle...." que, traduzindo, quer dizer "Quando chegava perto de meus companheiros eu puxava fortemente a corda por uma de suas pontas e assim a trazia de volta para mim..." ou seja ele descia e recuperava – rappelle – a corda após cada rappel que fazia. É exatamente isso que, ao contrário dos “rapeleiros”, nós escaladores fazemos.
Os “rapeleiros”, que a partir de agora podemos chamar de “descedores”, ou mais apropriadamente de técnicos em descida com uso de cordas (já já surge um curso novo na Estácio), sobem por uma trilha, pelas escadas de um prédio, param o carro em cima de uma ponte, enfim, amarram a corda em algum lugar alto e descem por ela, não a recuperam após a descida, largam a coitada ao Deus dará, dão um jeito de voltar, sem ela, ao topo de onde estavam e descem novamente, e mais uma vez, e de novo! Até que quando, finalmente, cansam, a desamarram e vão embora.
Senhores curiosos, cuidado! O rappel é a parte mais chata e perigosa de toda escalada, você está preso a uma corda que foi fixada em pontos de segurança sabe lá Deus por quem, e o mais importante, de que forma. Qualquer procedimento mal feito pode custar a sua vida. Se conselho fosse bom não era de graça, por isso mesmo estou cobrando 1 real (preço que pagaram pelo jornal para terem acesso a minha coluna) por esse que dou a vocês. Querem fazer rappel então procurem um bom curso de montanhismo, existem várias instituições competentes, como a Femerj, a Aguiperj e os clubes de montanhismo, que oferecem acesso a profissionais da mais absoluta, qualidade, confiança e competência. Vocês aprenderão rappel e, de graça, ainda levarão todo o universo da escalada e do montanhismo para dentro de suas vidas.
Quaisquer dúvidas enviem um e-mail para minha coluna que terei prazer em apresentá-los, de maneira segura, a esse fascinante universo.
Acabei de assistir ao filme "Sharp End", e se pudesse resumir em poucas palavras diria que é excelente.
Sem medo de errar, afirmo que é o melhor filme de escalada que assisti nos últimos 2 anos. Um clássico desde já, para ser exibido para quem escala (não importando quanto tempo tem) ou até mesmo quem nunca escalou. Parece ter sido feito sob encomenda para um público exigente como a Letícia, que, assim como eu, acredita que um filme de escalada tem te ter algo a mais que além de imagens bonitas.
Por ter uma qualidade tão exuberante, chega a ser "moralmente obrigatório" ele ser exibido no Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro do ano de 2009. Quem assistir ao filme, irá concordar comigo.
Em "Sharp End" mais uma vez o diretor Peter Mortimer acertou na mosca, e se consagra como o "Steven Spielberg dos filmes de escalada". E não é exagero.
O filme é recheado de imagens bonitas, declarações contundentes e divertidas dos escaladores e vale a pena cada minuto visto. A qualidade da imagem é excelente, o que engrandece ainda mais o filme. Há certa parte do filme que foca muito em base jumping, mas não chega a comprometer o filme. Para o leigo, deixa a impressão de que todo escalador faz base jumping. Não é preciso ser especialista em escalada para saber que não é verdade. Há sim momentos que temos vontade de sair pulando por janelas, de cima do baú, ou até mesmo jogar pessoas de cima dos cumes. Mas é uma minoria de escaladores que se aventuram a pular no vazio com o para-quedas na mão. De todos os escaladores que eu conheço noa país, poucos fazem.
Mas talvez no melhor do filme, não é focar em super-escaladores fazendo super vias de graduaçao perto do impossível. Muito menos escalando boulderes com 6 ou 7 câmeras em ângulos diferentes como se estivessem brigando com a pedra. São mostrado os escaladores que já participaram o igualmente excelente "First Ascent". O mais interessante também é o fato de que há um mesmo questionamento sobre o fato de escaladores querer sempre elevar o seu limite. Tenho certeza absoluta de que um filme desta qualidade sendo exibido em um cinema, ou até mesmo na academia(como foi feito em Minas Gerais) é garantia de casa cheia.
Pessoalmente assisti a uma versão resumida e de qualidade limitada que baixei da internet, pois não consegui agüentar a espera de receber o DVD no natal(presente meu para mim mesmo). Mas tenho certeza absoluta de que os extras contidos no DVD são tão bons quanto o filme
Horários :Infantil( Petiz, Pré Mirim, Mirim )das 9:00 às 11:00
Infanto Juvenil, Intermediário e Máster das 10:00 às 14:00
Master – Final das 16:00 às 18:00
Inscrições: R$15,00 Infantil
R$30,00 Intermediário
R$50,00 Master
Todos participantes irão ganhar :
Camiseta do evento, Squeeze Kailash, 1 diária da 90Graus
Medalhas para os 3 primeiros colocados de todas as categorias
Prêmios para os vencedores do 1 ao 5 colocado do Master
Prêmios: Sandálias Crocs, Mochilas, Cadeirinhas e bonés Kailash, Premio em Dinheiro alem de 2 Passagem para o Chile para os Campeões da categoria Master
I Seminário de Mínimo Impacto do Montanhismo do Parque Estadual da Serra da Tiririca
A Fundação Instituto Estadual de Florestas (IEF.RJ), através da administração do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), e a Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ), através do Clube Niteroiense de Montanhismo - CNM, convidam a comunidade de montanhistas e demais interessados para o *I Seminário de Mínimo Impacto do Montanhismo do Parque Estadual da Serra da Tiririca*, unidade de conservação importante localizada em Niterói e que abriga montanhas como o Alto Mourão (Morro do Elefante), Costão de Itacoatiara e outras.
O seminário, que é uma deliberação do II Encontro de Escalada de Niterói, será realizado no dia *7 de dezembro*, de 09h30min as 17 hs, no Colégio Paulo Freire, que se situa no Bairro Peixoto, Itaipu (ir pela estrada do Eng. do Mato - Trevo dos Bombeiros à esquerda - segunda rua à direita, logo na esquina).
Temas como setorização das zonas de escaladas e manejo de trilhas serão discutidos, à luz da necessidade de harmonizar essas atividades com a conservação dos ecossistemas protegidos pelo parque. Trata-se de um encontro muito importante, pois será criado um documento para ser anexado ao plano de manejo do PESET, ou seja, uma grande chance de materializar uma visão participativa sobre este aspecto de gestão do parque.
Fonte : :Lista Femerj Escrito por Luciano Fernandes às 10h36 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Festival de boulder no Chile
Não é todo dia que o talento brasileiro é reconhecido fora do país. Ainda mais na esccalada.
Ocorrerá no final do mês de novembro em Santiago , no Chile, um festival de boulder, o qual o principal convidado será o Campeão Sulamericano de Escalada Esportiva César Grosso.
UIAA discute programa para ajudar países menos desenvolvidos
Visando levar conhecimento e tecnologia a países menos favorecidos, a Comissão de Montanhismo da UIAA tem analisado com atenção programas de treinamento de diversos países, incluindo estatísticas sobre lesões e graus escalados.
O projeto foi discutido em uma reunião realizada na Turquia, levantando pontos internacionais de muita importância para o crescimento da escalada.
A idéia é que países que possuam seus próprios programas de treinamento e formação de instrutores transmitam conhecimento a países com menos condições de pesquisa, como a própria Turquia e o Nepal.
Este último encontro teve a colaboração da Fundação Petzl interessada em estabelecer um programa aprovado pela UIAA para atuar nos países sul-asiáticos. Segundo informações da UIAA, o projeto já está sendo realizado com a Associação Nepalesa de Montanhismo. Um projeto semelhante deve começar na Índia.
Embora muitos países produzam estatísticas de escalada e de lesões no montanhismo, não existem registros internacionais. A Comissão da UIAA irá investigar como fazer o registro desses dados, e já começou a compilar uma lista internacional. Isto será de grande importância para ajudar a identificar os aspectos mais perigosos da escalada e como eles podem ser minimizados no futuro.
Outro ponto discutido na reunião foi sobre os graus de escalada. Apesar da maioria dos alpinistas ter consciência sobre os graus de escalada da UIAA, especialmente para rotas de montanha, (já que estes graus são muitas vezes utilizados como referência para comparação com outros sistemas de classificação), nem sempre esse sistema é preciso.
Quanto a isso, foram aprovadas várias alterações que devem permitir uma comparação mais exata em graus mais baixos, e a expansão para acomodar graus mais elevados, sem alterar os atuais níveis da escala.
A reunião lembrou ainda da importância primordial da comunicação e partilha de conhecimento entre os membros de diferentes comissões e nações. Uma série de ações podem ser desenvolvidas a fim aprovar novas tecnologias que possibilitem a evolução do montanhismo em todas as esferas.
Antes de postar sobre o festival de Goiânia, reitero de que, caso alguém queira que eu poste algo, sobre qualquer tipo de evento, basta apenas que mande para mim o cartaz promocional com os informativos.
Para quem é de Goiânia, não perca o festival. Mais informações em : http://www.sloperescalada.com.br/
Mais um festival de filmes de aventura. Desta vez na cidade de Boulder.
Os motivos de existirem tantos festivais ao redor do mundo são variados e até simples. O barateamento de equipamentos, o desenvolvimento de técnicas de filmagens, e a necessidade das grandes marcas de produtos para aventura de mostrarem seus equipamentos, e justificarem o porque de seus preços altos.
Não há quem não pratique algum esporte de aventure que não goste de um filme com os amigos e companheiros de esporte. Talvez hoje a maior tendência em eventos de escalada seja isso. Haver, ou não, exibições de filmes de escalada junto com a reunião de escaladores. Um caminho também que escaladores que procuram patrocínio é este : fazerem vídeos para mostrar os patrocinadores.
Quem frequenta mais blog deve ter percebido que nos últimos dias fiquei muito lento para postar novidades.
Eu, por motivos pessoais fiquei esperando algumas coisas se arrumarem. Uma das grandes modificações é que irei postar mais à noite. Diferente do que estava acontecendo.
Porém, postando mais à noite prometo que poderei voltar a fazer traduções, e publicar textos de melhor qualidade e revisados.
Agradeço a compreensão. Escrito por Luciano Fernandes às 11h07 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Escalador imprudente agora pagará multa
Numa decisão polêmica, os Bombeiros espanhóis do estado da Catalúnia à partir de outubro estão cobrando pelos resgates que tenham sido gerados por “imprudência ou negligencia evidente” por parte da vítima.
Segundo Olga Lanau, diretora do departamento de Prevención, Extinción de Incendios y Salvamento, a medida visa alertar as pessoas para se prapararem na hora de praticar atividades de risco.
O departamento está procurando as diversas associações de esportes de montanha para poder identificar de forma técnica, práticas negligentes e imprudentes por parte dos praticantes.
Para quem é cinéfilo como eu, há outros festivais de filmes de montanhaque não seja especificamente o banff. Um dos mais tradicionais existentes na Inglaterra é o Kendal Mountain Festival. Feito nos mesmos moldes do banff, e que conta com participação maciça dos britânicos.
Este ano há até uma reportagem sobre como o número de filmes de escalada cresceu vertiginosamente dentro do festival. Muitos dos filmes exibidos têm estréia marcada para o evento.
O número de filmes de escalada é realmente impressionante. Principalmente se compararmos com 4 anos atrás, que praticamente existia poucos títulos lançados, assim como eventos para exibi-los.
O festival de Kendal não tem um "world tour" como o "irmão" canadense. Infelizmente. Mas nada impede de que alguém mais empolgado consiga realizar uma pequena mostra dos filmes. O evento do Rio de Janeiro provou que, com 4 dias de cinema lotado filmes de montanha, e escalada, são possíveis sim.