Blog de Escalada


David Gaham e Josune Bereziartu blogs

A revista climbing está com um "blog-log" de duas das maiores personalidades da escalada mundial. David Graham e Josune Bereziartu. E agora mantém um blog dos dois.

Se a língua inglesa não é problema para voce confira em :

David Graham :
http://climbing.com/exclusive/problog/graham1/



Josune Bereziartu :
http://climbing.com/exclusive/problog/bereziartu/





Escrito por Luciano Fernandes às 08h59 AM
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Demência

Ultimamente fui questionado pela interrupção em criticar e denunciar as associações nanicas. Chegaram até a inventar coisas que nem merecem comentários. Certas coisas são tão ridículas que só na novela mesmo para existir. São atitudes desesperadas que não suporta a realidade de críticas. Afinal todo burocrata adora usar a própria cultura burocrata contra as pessoas.

Esclarecimento : Parei de comentar a politiagem na escalada para ter mais estômago durante o resto da semana, e para quem gosta de escalada ler sobre escalada neste blog. Ficar falando de pessoas abjetas apenas deixava este blog monótono. Como este post está agora.

E afirmo mais uma vez : Este blog só pede desculpas quando erra, e a quem merece. Tenho a humildade de sabere que erro. E isso já fiz aqui várias vezes aqui. Mas quando se tem certeza de um fato, reafirma e morrerei acreditando. A realidade é dura, mas e a realidade.

Para estas pessoas mesquinhas, so resta colocar um conceito encontrado na wikipedia e que se ajusta como uma luva a elas. Dementes e arrogantes

Caracteriza-se a Demência quando, em um indivíduo que teve o desenvolvimento intelectual normal, ocorre a perda ou diminuição da capacidade cognitiva, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica.

Demência e oligofrenia

A oligofrenia é o déficit da capacidade mental em que a morbidez ocorre antes do desenvolvimento completo do sistema nervoso central.

Dada esta difereciação Esquirol dizia que o oligofrênico é o pobre que sempre o foi, ao passo em que o demente constitui-se no rico que empobreceu.

Arrogância

Arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo. São sinónimos, o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo próprio saber ou o sucesso.


Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Demente



Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Arrog%C3%A2ncia

Escrito por Luciano Fernandes às 08h38 AM
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No meio do caminho tinha uma pedra - parte 5

Seguindo conselho da patroa e da escaladora Mariella Velloso e como cortesia aos frequentadores deste blog, estarei publicando a reportagem da revista go outside que relata a experiencia do escalador que ficou sem o braco. Acredito que a comunidade escaladora tem a obrigacao de ler o artigo sobre isso.

Publicarei uma pagina por dia. Hoje abaixo esta publicada a quinta parte da reportagem.


Nada poderia ter me preparado para essa atormentadora ansiedade de uma morte lenta, pensando se ela virá hoje de noite pelo frio, amanhã por causa das câimbras da desidratação, ou no dia seguinte por falência cardíaca. Nesta hora, na próxima ou na hora depois dessa. Mas então, outra voz responde com frieza. A rocha fez o que ela estava aí para fazer. Rochas caem. É a natureza delas. Você fez isso, Aron. Você escolheu vir aqui hoje; você escolheu este cânion por conta própria. Você escolheu não contar a ninguém onde estava indo.

DIA TRÊS: SEGUNDA-FEIRA, 28 DE ABRIL, 7 DA MANHÃ. Ainda não tentei a amputação pra valer. Chego à conclusão que meu torniquete não é lá muito confiável. Preciso de algo mais flexível que esse tubo e mais elástico que... É isso! Elástico! A vedação do tubo de neoprene do meu CamelBak é maleável mas forte. É perfeito.

Fico exultante com a idéia e pego a vedação do tubo, descartada na minha mochila. Por que não pensei nisso antes? Usando minha mão esquerda para enrolar a pequena tira de neoprene duas vezes ao redor do meu antebraço direito, faço um nó simples e aperto puxando uma ponta com os dentes, depois faço um segundo e um terceiro nós. Pego um mosquetão e corto o neoprene, torcendo-o seis vezes. O material fere a pele do meu antebraço. Por alguma razão, a dor é agradável.

Pego meu canivete e, sem pensar, abro a lâmina longa. Em vez de enfiar a ponta no meio dos tendões do meu pulso, eu o seguro com a lâmina contra a parte de cima do meu antebraço. Para minha surpresa, pressiono a lâmina e lentamente escorrego o canivete pelo meu braço. Não acontece nada. Hmm. Pressiono com mais força. Ainda nada. Nenhum corte, nenhum sangue, nada. Tento serrar meu braço, para frente e para trás, e vou ficando mais frustrado a cada tentativa. Exasperado, desisto. Isso é uma merda! A maldita lâmina não consegue cortar a pele. Como diabos eu vou conseguir destrinchar dois ossos com uma faquinha que não corta a pele? Meu Deus do céu. Isto é patético, Aron, simplesmente patético. De volta à espera.

São 3h35 da tarde. Preciso urinar. Poupe sua urina, Aron. Mije no CamelBak. Você vai precisar. Transfiro o conteúdo da minha bexiga para meu reservatório vazio de água, poupando o líquido marrom-alaranjado para a desagradável, mas inevitável hora em que ele seria o único líquido à minha disposição.

Seis e meia da tarde e um impulso sutil me diz que é hora de rezar. Ainda não tentei isso. Fecho sem muita força minha mão esquerda, fecho meus olhos e abaixo minha testa até a minha mão. "Deus, estou rezando por orientação. Estou preso aqui no cânion Blue John - você provavelmente já sabe disso - e não sei o que devo fazer. Por favor, me mande um sinal." Devagar, vou erguendo o rosto até que estou olhando para o alto, através do crepúsculo. Nada. O que eu estava esperando? Um redemoinho das nuvens? Um desenho pré-histórico na rocha mostrando um homem com uma faca? Decido começar de novo. "Tá legal, Deus. Já que parece que você tá ocupado... Diabo, se estiver ouvindo, tô precisando de uma ajuda aqui. Te dou meu braço, minha alma, o que você quiser. Só me tira daqui."

DIA QUATRO: TERÇA-FEIRA, 29 DE ABRIL, 5 DA MANHÃ. Mais ciclos. Escuridão. Frio. Estrelas. Espaço. Tremedeiras. Sobraram menos de 100 ml de água. Coloco a garrafa entre minhas pernas e desenrosco a tampa. Mas, quando levo a garrafa até minha boca, a tampa fica presa na cadeirinha e a garrafa escorrega. Meu cérebro, lento como uma lesma, reage devagar demais para que minha mão a pegue antes de ela ficar quase em posição horizontal e um monte daquela água sagrada caia nos meus shorts, transformando a poeira vermelha em uma lama brilhante. Porra, Aron. Presta atenção! Olha só o que você fez! Água é tempo. Essa derramada me custou quantas horas? Talvez umas seis, talvez umas dez, talvez metade de um dia? Esse erro atropelou minha confiança como se fosse um trem.

Quinze pras sete da manhã. Eu me pergunto se a polícia já começou uma possível busca. Talvez eles tenham pego o histórico de gastos do meu cartão de crédito, que os levou até Glenwood Springs, Moab e finalmente Green River. Não, espera: eu paguei aqueles Gatorades em Green River com dinheiro. Droga. Crédito, débito, dinheiro, não importa: umas bebidas energéticas não vão guiar o resgate até aqui. Deixando de lado as vagas esperanças de salvamento, conjuro uma série de imagens de boas memórias que causam uma mudança radical no meu estado emocional. Estou surpreendentemente feliz. Rejuvenescido, começo a gravar um vídeo.

"São 6h45 da manhã de terça-feira de manhã", digo, me repetindo. "Mãe, pai, eu amo muito vocês. Obrigado a ambos por me compreenderem e me apoiarem. Vivi pra valer no último ano. Eu queria ter aprendido algumas lições de um jeito mais astuto e mais rápido do que levou para eu aprender. Sempre vou estar com vocês." Meus pensamentos se voltam para minha irmã e seu casamento com Zack Elder, em agosto. "Quero dizer pra Sonja e pro Zack que eu desejo o melhor para a vida que vão começar juntos. Façam coisas grandes com suas vidas - isso é a melhor maneira de honrar minha memória. Obrigado."

Pensar na minha irmã me deixa feliz. Ela está pensando em ser professora voluntária. Isso confirma para mim as grandes aspirações dela. Um sorriso surge nos meus lábios secos.

7H58 DA MANHÃ. AOS POUCOS, VOU ME LIGANDO CADA VEZ MAIS NA PRESENÇA DO MEU CANIVETE. Há uma razão para tudo, incluindo a razão que me fez trazer esse canivete e, de repente, percebo o que estou prestes a fazer. Reunindo toda minha coragem, desfaço um laço e o prendo ao redor do meu bíceps direito, preparando o resto do torniquete que refinei ontem.

Desdobro a lâmina mais curta, segurando no cabo com força. Ergo minha ferramenta acima do meu braço direito e escolho um lugar no topo do antebraço. Hesito, parando a mão esquerda uns 30 cm acima do alvo. Então ergo o braço de novo e, antes que eu consiga deter a mim mesmo, meu punho golpeia violentamente, enterrando a lâmina até o cabo na carne do meu antebraço. "Minha nossa, Aron", digo em voz alta. "O que você acabou de fazer?"




fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 08h21 AM
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BoB's

Este humilde blog de escalada sempre se esforça em ser o mais informtivo e difundido dentro da comunidade escaladora. E agora está concorrendo a um concurso sobre blog's. Espero receber força de todos.

E claro arrumo o compromisso de sempre falar o que penso, dar lugar a opiniões contrárias (desde que colocadas com civilidade) e postar as principais novidades existentes na comunidade escaladora.

Vote e indique voce tambem. http://www.thebobs.com/index.php?w=1158066982200558KVZMHFBB

Sugira seus blogs favoritos!
Você bloga? Ou conhece algum blog digno de ser premiado? Ou quer apenas ver o que blogueiros de outros cantos do planeta andam fazendo? Pois aqui é o lugar certo!

Como sugerir

Através do Formulário de registro, você pode sugerir até 30 de setembro de 2006 um weblog ou podcast para uma das 15 Categorias do concurso: Melhor Weblog, Melhor Blog Corporativo, Melhor Podcast, Prêmio Blogwurst, Melhor Weblog por idioma e Prêmio Repórteres Sem Fronteiras. O prêmio de Melhor Weblog por idioma será conferido em dez línguas.

Quem pode participar?

Weblogs e podcasts de todo o mundo podem participar do BOBs-Awards da Deutsche Welle, desde que sejam escritos num destes dez idiomas: alemão, inglês, francês, espanhol, português, russo, chinês, persa, holandês ou árabe. Os candidatos sugeridos devem enquadrar-se em uma das categorias e respeitar as Critérios. Maiores detalhes sobre o andamento do concurso podem ser encontradas em Etapas.

Também neste ano, o BOBs conta com o apoio de um Júri de alto nível e de diversos Patrocinadores e Parceiros de Mídia. Durante toda a duração do concurso, os 13 membros do júri contribuem para o BOBs-Blog.

BOBs lança Blogopédia
A partir desta edição, o The BOBs contará com um novo recurso. A qualquer momento, os usuários poderão registrar weblogs e sugerir sua participação no concurso. Esses blogs serão catalogados e poderão ser pesquisados segundo país, língua ou tipo. Por exemplo: blogs corporativos na França, ou blogs sobre cinema nos EUA, ou sobre política em língua persa etc.

Os blogs registrados podem ainda ser comentados e avaliados pelos usuários. Assim como no concurso, poderão ser registrados weblogs em alemão, inglês, francês, holandês, espanhol, português, russo, chinês, persa e árabe.




fonte : http://www.thebobs.com/

Escrito por Luciano Fernandes às 08h05 AM
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2º Campeonato de Escalada Indoor no interior de SP

Acontece no dia 08 de outubro, o 2º Campeonato de Escalada Indoor, na modalidade dificuldade. Os organizadores esperam reunir em São José dos Campos (SP) cerca de 60 atletas das categorias Iniciante Masculino e Feminino e Amador Masculino.

A disputa, que terá início às 10h00, vai acontecer em uma parede de 70 metros quadrados que possui vias de boulder, vias guiadas com teto, vias de Top Hope, cave (para treinar Chaminé) e uma parede infantil para crianças.

Os cinco melhores de cada categoria receberão prêmios. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas diretamente no local do evento. Informações e inscrições através do telefone (12) 3935-3500. Todos os participantes ganham uma camiseta do evento.

Evento: 2º Campeonato de Escalada Indoor - Dificuldade
Data: 08 de outubro a partir das 10h00
Local: Rodovia Presidente Dutra - km 150 (sentido Rio-São Paulo) - Estacionamento gratuito com 50 vagas.
Informações: (12) 3935-3500




Fonte : http://360graus.terra.com.br/montanhismo/default.asp?did=20888&action=news

Escrito por Luciano Fernandes às 05h06 PM
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No meio do caminho tinha uma pedra - parte 4

Seguindo conselho da patroa e da escaladora Mariella Velloso e como cortesia aos frequentadores deste blog, estarei publicando a reportagem da revista go outside que relata a experiencia do escalador que ficou sem o braco. Acredito que a comunidade escaladora tem a obrigacao de ler o artigo sobre isso.

Publicarei uma pagina por dia. Hoje abaixo esta publicada a quarta parte da reportagem.


Mas eu estou pronto para agir, não para morrer. É hora de arrumar uma ancoragem melhor, que eu possa usar para montar um sistema capaz de mover essa rocha. Parece que tem uma pequena protuberância triangular numa prateleira uns dois metros acima de mim. Mas minhas tentativas de jogar uma correia sobre a protuberância vão por água abaixo. A correia se solta todas as vezes.

Uma fissura no lado direito da protuberância atrai minha atenção. No lançamento seguinte, na hora que o nó está prestes a passar por ela, coloco o guia da correia na boca e dou leve puxão nela - ela se prende no lugar. Aha! Coloco um anel metálico de rapel na corda amarela, formando um laço com um anel na parte de baixo. Passei duas horas só armando a ancoragem, mas o esforço foi um sucesso até agora. Bom trabalho, Aron. Agora você só precisa mover a rocha. Não vá parar agora.

Cortando dez metros de corda de escalada, passo uma das pontas ao redor da chockstone e a prendo em mim mesmo. Depois passo a outra ponta pelo anel de rapel - consigo alcançá-lo bem no limite que meu braço preso permite. Puxo a corda. Nada. Bom, pelo menos a ancoragem está agüentando.

Preciso de uma vantagem mecânica melhor. Focando a atenção, invoco minha experiência com resgates e os dois sistemas de içamento que usávamos para tirar pessoas de faces verticais. Decido usar um sistema Z-pulley modificado com uma linha de içamento para que eu possa levantar a rocha puxando pra baixo. Adiciono um nó Prussik, prendendo uma correia ao redor da corda em um nó corrediço que, quando solto, desliza pela corda, mas se aperta quando se coloca peso sobre ele. Então prendo os laços aos mosquetões, conectando a corda em si mesma. Com essas duas mudanças de direção eu teoricamente tripliquei a força aplicada no ponto de içamento. Mas a rocha ignora meus esforços. Mesmo após horas de trabalho intenso, ela não se moveu nem um centímetro.

Finalmente, paro para dar uma descansada e olho meu relógio. Já passou de uma da tarde e estou suando e bufando. De repente, ouço vozes distantes ecoando pelo cânion. Eu penso um palavrão, surpreso, e meu fôlego se prende na minha garganta seca. Segurando a respiração, escuto atentamente. "SOCORRO!" Os ecos de meu grito se espalham e desaparecem no cânion. Fazendo força para não respirar, espero uma resposta. Nada."SOCORROOOO!"

O desespero em meu grito me perturba. Prendo a respiração mais uma vez. Depois que o som dos meus gritos já desapareceu, não há nenhum som em resposta, exceto o do meu coração batendo. Um momento se passa e eu sei que não há mais ninguém neste cânion. Minha esperança se esvai. Minha moral cai por terra, como na primeira vez que uma garota me partiu o coração. Então ouço os sons novamente. Logo eles se revelam como os sons de um rato-canguru em sua toca.

2 DA TARDE. PELA PRIMEIRA VEZ, PENSO SERIAMENTE EM AMPUTAR MEU BRAÇO.Colocando minhas coisas nas superfícies ao meu redor, penso nos possíveis usos de cada item em uma cirurgia. Minhas duas maiores preocupações são achar uma ferramenta de corte que dê conta do recado e um torniquete que vai me impedir de sangrar até morrer. Das lâminas do canivete suíço, a de 4 cm é mais afiada que a de 9 cm. É melhor usar a maior para cavar a rocha e guardar a menor para a possível cirurgia.

Mesmo com a lâmina mais afiada, eu sei instintivamente que ela não vai ser capaz de cortar meus ossos - e eu não tenho nada que seja ao menos parecido com uma serra rudimentar. O método mais plausível disponível para amputar meu braço, cortando a cartilagem mole da junta do cotovelo, simplesmente não me ocorre. Volto minha atenção ao torniquete. Experimento com a mangueira do meu CamelBak vazio. Arranco-a e consigo prendê-la com um nó simples no meu antebraço, logo abaixo do cotovelo. Mas não consigo apertá-lo direito, o plástico é duro demais. Essa idéia já era.

Tem um pedaço de fita roxa que coloco ao redor do meu antebraço. Um esforço de cinco minutos resulta em um nó duplo, mas os laços estão frouxos demais para interromper a circulação. Preciso de um galho ou um mosquetão para apertar mais o laço. Coloco o gancho do meu último mosquetão não utilizado no laço, dou duas voltas nele. A correia aperta meu braço e a pele próxima ao meu pulso fica pálida. Ver meu equipamento médico improvisado funcionar me traz uma súbita sensação de satisfação. Bom trabalho, Aron.

Apesar do meu otimismo, percebo que há um lado sombrio na minha corrente de pensamento. Até descobrir como cortar os ossos, a amputação não é uma opção prática. Mas me pergunto se tenho coragem suficiente, caso cortar fora meu braço se torne um plano de ação de fato. Como um teste, encosto a lâmina curta do canivete na minha pele. A ponta cutuca entre tendões e veias alguns centímetros acima do meu pulso preso, afundando minha carne. A visão me causa repulsa. O que você tá fazendo, Aron? Tira a faca do seu pulso! O que tá tentando fazer - se matar? Isso é suicídio! Vai sangrar até morrer. Cortar seu pulso dá na mesma que enfiar uma faca na barriga. Não consigo.

Imagino meu sangue derramado nos paredões do cânion, os músculos rasgados do meu braço pendurado nos dois ossos brancos cheios de marcas, o resultado de meus esforços finais de serrar meu braço. E então vejo minha cabeça caída sobre meu torso e meu corpo sem vida pendurado pelos ossos marcados a faca. Largo o canivete e sinto vontade de vomitar. Odeio essa pedra. Odeio este cânion. Odeio esse negócio gelado apertando meu antebraço direito. Odeio o cheiro de musgo da gosma verde que cobre o fundo do paredão do cânion atrás das minhas pernas."Eu... odeio... isso!" digo, pontuando cada palavra com tapas da minha mão esquerda na chockstone, enquanto meus olhos se enchem de lágrimas.




Fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 08h14 AM
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Previsao do tempo para este final de semana

Após o feriadão passado, muitas cadenas ficaram para trás. O jeito vai ser procurar novos desafios. E lugares não faltam.

Previsão para São Bento do Sapucaí
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sexta - 15/09/2006
Sol e nebulosidade variável, sem previsão de chuva
temperatura mínima: 10°C
temperatura máxima: 27°C
probabilidade de chuva: 00%
quantidade de chuva: 00mm

sábado - 16/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 12°C
temperatura máxima: 20°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 10mm

domingo - 17/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 13°C
temperatura máxima: 17°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 10mm

Previsão para Piracaia (Visual das Aguas)
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sexta - 15/09/2006
Sol e nebulosidade variável, sem previsão de chuva
temperatura mínima: 17°C
temperatura máxima: 34°C
probabilidade de chuva: 00%
quantidade de chuva: 00mm

sábado - 16/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 18°C
temperatura máxima: 24°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 10mm

domingo - 17/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 15°C
temperatura máxima: 22°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 10mm

Previsão para Analândia
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sexta - 15/09/2006
Sol e nebulosidade variável, sem previsão de chuva
temperatura mínima: 15°C
temperatura máxima: 36°C
probabilidade de chuva: 00%
quantidade de chuva: 00mm

sábado - 16/09/2006
Sol e nebulosidade variável com pancadas isoladas de chuva
temperatura mínima: 16°C
temperatura máxima: 31°C
probabilidade de chuva: 70%
quantidade de chuva: 10mm

domingo - 17/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 16°C
temperatura máxima: 26°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 05mm

Previsão para Itajubá
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sexta - 15/09/2006
Sol e nebulosidade variável, sem previsão de chuva
temperatura mínima: 12°C
temperatura máxima: 35°C
probabilidade de chuva: 00%
quantidade de chuva: 00mm

sábado - 16/09/2006
Sol e nebulosidade variável com pancadas isoladas de chuva
temperatura mínima: 15°C
temperatura máxima: 30°C
probabilidade de chuva: 70%
quantidade de chuva: 10mm

domingo - 17/09/2006
Nublado com chuva
temperatura mínima: 17°C
temperatura máxima: 24°C
probabilidade de chuva: 80%
quantidade de chuva: 10mm




Fonte : Site climatempo
Confira a foto do Satélite em movimento aqui

Escrito por Luciano Fernandes às 08h01 AM
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Diogo Ratacheski

Má notícia.

Diogo Ratacheski(Dioguinho) sofreu um acidente de carro de sábado e foi grave. Diogo se encontra em coma em um hospital de Itajaí -SC.

Foi diagnosticado perfuração nos 2 pulmões , traumatismo craneano, e varias fraturas


Fonte : Lista hang-on

Escrito por Luciano Fernandes às 02h27 PM
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Abertas as inscrições para 6ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha

A Mostra Competitiva de Filmes de Montanha abre as inscrições para produções amadoras ou profissionais sobre esportes em montanha. Os vídeos selecionados serão exibidos na 6ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha que acontece entre os dias 10 e 11 de novembro no Rio de Janeiro.

Podem participar esportes como: escalada, montanhismo, esqui, snowboard, parapente, base jump, canoagem, mountain bike, expedições, entre outros. As modalidades são curtas e médias-metragens brasileiras, seja ação ou animação.

Os filmes devem ser enviados até o dia 22 de setembro. Mais informações e inscrições no site www.filmesdemontanha.com.br.


Fonte : http://www.webventure.com.br/



Escrito por Luciano Fernandes às 01h52 PM
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No meio do caminho tinha uma pedra - parte 3

Seguindo conselho da patroa e da escaladora Mariella Velloso e como cortesia aos frequentadores deste blog, estarei publicando a reportagem da revista go outside que relata a experiencia do escalador que ficou sem o braco. Acredito que a comunidade escaladora tem a obrigacao de ler o artigo sobre isso.

Publicarei uma pagina por dia. Hoje abaixo esta publicada a terceira parte da reportagem.


"Ok", digo em voz alta, "hora de relaxar. Adrenalina não vai te tirar daqui. Vamos ver o que podemos fazer". Eu precisava começar a pensar; e para fazer isso precisava estar calmo. Enfiando minha mão esquerda na pequena brecha sobre o ponto de pinçamento, toco meu polegar direito, que já está completamente cinza. Ele está torcido para o lado e parece terrivelmente não-natural. Não sinto nada em minha mão direita. Uma voz interior explode com o prognóstico: Merda! Como isto foi acontecer? Como você conseguiu prender sua mão na porra de uma rocha, caralho? Olha pra isso! A sua mão foi esmagada. Ela está morrendo, cara, e não tem nada que você possa fazer. Se o fluxo de sangue não voltar em algumas horas, ela já era.

"Não!", digo para mim mesmo em voz alta. "Cala a boca, isso não ajuda em nada." Não é com minha mão que preciso me preocupar. Tem uma questão mais importante. O tempo médio de sobrevivência no deserto sem água é entre dois a três dias, às vezes não mais que um dia se você se esforçar sob um calor de mais de 40 graus. Calculei que tinha até segunda à noite. Fiz um inventário da minha mochila. Na bolsa de fora havia meu CD player, CDs, pilhas de reserva, minha câmera de vídeo, minha câmera fotográfica digital, um headlamp e um canivete suíço falsificado. Também tinha uma corda e arreio de escalada, e o equipamento de rapel que trouxe para usar no Big Drop. Tirei a corda e larguei na beirada em frente ao meu queixo, acolchoando a rocha para eu poder me apoiar nela. Minhas pernas estavam se cansando rápido de ficar em pé.

Meu pensamento seguinte é escapar. Eliminando as idéias estúpidas demais (como abrir as pilhas em cima da chockstone e esperar que o ácido dissolva a pedra, mas não meu braço), organizo minhas opções em ordem de preferência: escavar a rocha ao redor da minha mão com meu canivete, usar cordas como uma âncora e levantar a rocha de cima da minha mão ou amputar meu braço.
Decido trabalhar na primeira opção - arrancar a pedra lasca por lasca. Pego meu canivete e desdobro a lâmina mais longa. Minha primeira tentativa mal arranha a pedra. Tento de novo, colocando mais força, mas o gume cego da lâmina mais espreme meu dedo indicador do que o gume afiado corta a pedra. Mudo o modo de segurar o canivete e, a la Norman Bates, começo a apunhalar a pedra. Nada.

Decido fazer uma rápida experiência e, segurando o canivete como uma caneta, escrevo um "g" no paredão norte. Faço mais algumas letras: e-o-l-og- i-c. Em menos de cinco minutos, rabisco mais três palavras, até conseguir ler a frase, um alerta elegantemente redigido sobre pedras soltas do autor de Colorado's Thirteeners, Gerry Roach: geologic time includes now (o tempo geológico inclui o agora).

8 DA NOITE. O ESTRESSE VIRA PESSIMISMO. Sem água suficiente para esperar por resgate, sem uma picareta para quebrar a pedra, sem um sistema de roldanas para erguê-la, só tenho uma opção. Falo lentamente em voz alta: "Você vai ter que cortar seu braço". Ao ouvir essas palavras, meus instintos e emoções se revoltam. Minhas cordas vocais se tensionam e minha voz muda uma oitava: "Mas eu não quero cortar fora meu braço". "Aron, você vai ter que cortar fora seu braço."

Percebo que estou discutindo comigo mesmo e dou uma risadinha. Isso é loucura. Mas eu sei que nunca conseguiria serrar os ossos do meu braço com qualquer uma das lâminas do meu canivete suíço, então decido continuar arrancando lascas da pedra. Tic, tic, tic... tic... tic, tic. O som do canivete batendo na pedra é pateticamente baixo.

Uma brisa sopra cânion abaixo, jogando areia na minha cara. Abaixo minha cabeça e a aba do meu boné afasta a maior parte do pó dos meus olhos, mas dá para sentir minhas lentes de contato arranhando. Estabeleço um ritmo, batendo na pedra duas vezes por segundo, parando para assoprar o pó a cada cinco minutos. O tempo passa.

Antes de perceber, já é quase meia-noite. Talvez por causa do cansaço crescente, uma música não sai da minha mente. Infelizmente, a melodia é do primeiro filme do Austin Powers, que eu havia assistido algumas noites antes, apenas uma linha do coro dos créditos finais, repetindo sem parar: BBC One, BBC Two, BBC Three, BBC Four, BBC Five, BBC Six, BBC Seven, BBC heaven! É, isso não é nem um pouco irritante, Aron.

Mesmo que eu quisesse dormir, não poderia. O frio penetrante me instiga a continuar atacando a rocha para gerar calor, e quando minha consciência finalmente se esvai, meus joelhos se dobram e meu peso cai sobre o meu pulso em um agonizante pedido de atenção.

Percebo que o melhor jeito de conservar minha energia é fazendo um assento. Subir na cadeirinha é a parte fácil do processo. Agora vem a parte difícil: prender uma peça qualquer de equipamento de escalada em alguma pedra acima de mim, para segurar meu peso. Minhas doze primeiras tentativas falham, mas então, em um lançamento de sorte, a sacola que prendi na corda acerta a fenda e fica presa nela. Com um puxão na hora certa, ela se firma no lugar.

Uma onda de felicidade me atinge. Com dois ajustes nos nós, posso finalmente me recostar para trás e tirar parte do peso das pernas. Ahhhhh. Quinze minutos depois, entretanto, a cadeirinha começa a cortar o fluxo de sangue para minhas pernas. Eu fico alternando entre ficar de pé e sentado, estabelecendo um padrão que se repete em intervalos de vinte minutos.

Nas horas mais frias, antes da alvorada, pego meu canivete de novo e volto a bater na chockstone. Logo depois das oito horas, ouço um barulho vindo de cima. Olho e vejo um corvo grande e preto sobrevoar minha cabeça. Na terceira batida de asas, ele grasna alto e desaparece do meu campo de visão. Dá para ver a luz do dia no paredão norte, mais de vinte metros acima. Desligo minha lanterna. Sobrevivi à noite.

DIA DOIS: DOMINGO, 27 DE ABRIL, 9h30 DA MANHÃ. Me pergunto como será a sensação de falência renal. Provavelmente, nada boa. Deve ser como quando você come tanto que fica com câimbra nas costas. Só que bem pior, aposto. Vai ser um jeito duro de morrer. Hipotermia seria melhor. Mas a temperatura não caiu tanto na noite passada. Quem sabe eu morro numa enchente-relâmpago?




fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 07h58 AM
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Precos de cadeirinhas

Tenho como principo colocar os principais comentarios (e claro os das pessoas mais civilizadas) a respeito de algo que tenha escrito por aqui. Certo ou errado.

Ontem postei no blog ,na integra, a avaliacao de equipamentos de escalada publicadas na revista go outside.

(...)Fala Serio! Onde vc acha cadeirinhas da Petzl por esse preco aqui em SP??? Esses precos tao estranhos, nao?(...)

Realmente os precos publicados pela revista estao meio fora da realidade. A reportagem, muito bem feita por sinal, ao que parece se baseou em algum preco que nao condiz com nossa realidade. Assim como eu fiz, aconselho a todos escreverem para a revista demonstrando insatisfacao com os precos, espaco e divulgacao sobre os produtos de escalada. Nao esquecendo de manter o nivel claro.
Este blog apenas se reservou o direito de manter o preco publicado na revista, nada mais.

E sim acredito que os precos estao errados.





Escrito por Luciano Fernandes às 09h01 AM
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No meio do caminho tinha uma pedra - parte 2

Seguindo conselho da patroa e da escaladora Mariella Velloso e como cortesia aos frequentadores deste blog, estarei publicando a reportagem da revista go outside que relata a experiencia do escalador que ficou sem o braco. Acredito que a comunidade escaladora tem a obrigacao de ler o artigo sobre isso.

Publicarei uma pagina por dia. Hoje abaixo esta publicada a segunda pagina de reportagem.


Os três segundos seguintes passam em câmera lenta. A pedra cadente bate em meu braço esquerdo contra o paredão sul. Puxo esse mesmo braço quando a rocha ricocheteia no espaço confinado. Ela então esmigalha minha mão direita, que estava com o polegar para cima e os dedos estendidos. A rocha escorrega mais uns 30 centímetros, rebocando meu braço com ela, arrancando a pele. Então, silêncio.

MINHA PAIXÃO PELA NATUREZAnasceu quando eu tinha 12 anos e minha família se mudou de Indiana para o Colorado, em 1987. Quando voltei para o leste para cursar faculdade na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh (Pensilvânia), morri de saudades do oeste. Depois que me formei, arranjei trabalho como engenheiro mecânico na Intel Corporation em 1997, trabalhando em Phoenix (Arizona), Tacoma (Washington) e depois em Albuquerque (Novo México). Mesmo antes de pedir demissão e me mudar para Aspen (Colorado), em 2002, para ir atrás de aventuras em tempo integral, eu já gastava cada segundo das minhas férias explorando o oeste remoto. Fui voluntário por três anos no Albuquerque Mountain Rescue Council (Conselho de Resgate em Montanhas de Albuquerque) e, conforme ia ficando mais competente, embarcava cada vez mais em expedições solo.

Eu havia lido recentemente dois relatos best-sellers sobre condições extremas da natureza, ambos escritos por Jon Krakauer. No Natureza Selvagem, a história de Chris McCandless e seu desaparecimento da sociedade tradicional me hipnotizaram. Apesar de sua morte no Alasca aos 24 anos, fiquei inspirado com sonhos de vagar a esmo pelo país, vivendo em uma caminhonete. Quando li o livro seguinte de Krakauer, No Ar Rarefeito, seu relato do desastre de 1996 no Everest, me perguntei o que eu faria no lugar daqueles alpinistas. Eu queria descobrir quem eu realmente era: o tipo de pessoa que morre ou o tipo de pessoa que supera as circunstâncias para salvar a si mesmo e a outros.

Em 1998, escolhi três projetos de escaladas que ocupariam toda a minha atenção recreativa. Eu pretendia escalar todos os "fourteeners" (picos com mais de 14 mil pés, ou 4.300 metros) do Colorado, 59 na maior das contagens; depois iria refazer essas escaladas no inverno e sozinho (algo nunca feito) e iria chegar ao ponto mais alto de cada estado do país. Ao final de 2002, já havia escalado os "fourteeners", 36 deles sozinho no inverno. Quanto mais avançava no meu projeto, mais aprendia sobre mim mesmo. Escalada solitária no inverno não era só algo que eu fazia - tornou-se quem eu era.

Eu me testava em rotas cada vez mais difíceis, mas também desenvolvi estratégias para mitigar os riscos adicionais de viagens no inverno. Ainda assim, houve vários quase-desastres que me levaram a reavaliar minhas práticas. Em fevereiro de 2003, em uma viagem de acampamento com alguns colegas do Albuquerque Mountain Rescue no Resolution Peak (Pico da Resolução), uma montanha de 3.930 metros no Colorado, eu e dois dos meus amigos mais experientes esquiamos por uma encosta com inclinação de 40 graus, apesar das condições adversas. Quando nos reunimos no meio do caminho junto a algumas árvores, a lateral da montanha inteira, com quase um quilômetro de neve, se soltou com um som baixo. O deslizamento nos arrastou centenas de metros montanha abaixo, atolando dois de nós e enterrando o terceiro por longos minutos, até que nossos transmissores de avalanche localizaram sua posição. Nós sobrevivemos, mas nossa amizade não. Perdi dois amigos por causa das escolhas que fizemos. Em vez de lamentar, prometi a mim mesmo que aprenderia com elas. Em termos simples, cheguei à conclusão que minhas atitudes eram intrinsecamente perigosas.

3 DA TARDE DE SÁBADO. JESUS CRISTO, MINHA MÃO.A incrível agonia me deixa em pânico. Faço uma careta, urro um belo "porra!" e puxo meu braço três vezes em uma ingênua tentativa de arrancá-lo de baixo da rocha. Mas estou preso."Ah, merda, merda, merda!"Empurro a pedra com meu braço esquerdo, tentando erguê-la com meus joelhos servindo de calço. Empurro meus quadris por baixo da pedra e faço força para cima, gemendo,"Vamos... se mexe!".Nada.

Estou suando muito. Com minha mão esquerda, enxugo o suor da testa com a manga direita da minha camisa. Meu peito arfa. Preciso beber alguma coisa, mas ao sugar o tubo do frasco na minha mochila, descubro que está vazio. Ainda tenho a outra garrafa, mas levo alguns segundos para perceber que não vou conseguir tirar minha mochila do meu ombro pelo braço direito. Após soltar meu braço esquerdo, eu solto a alça direita o máximo possível, enfio minha cabeça por baixo dela e tiro a coisa toda pelo meu lado esquerdo, até meus pés. Pego a garrafa d'água, tiro a tampa, dou três goladas enormes e paro para respirar. Então me toco: em cinco segundos engoli um terço do meu estoque de água.




Fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 08h25 AM
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3ª ETAPA DA COPA AME EM BH

Neste fim de semana, nos dias 16 e 17 de setembro acontece a 3ª etapa da Copa Ame de Escalada na modalidade boulder, prometendo uma disputa acirrada entre os competidores que já se enfrentaram nas duas etapas anteriores.

O Boulder é uma modalidade da escalada, de extrema dificuldade, onde não se usa nenhum equipamento de segurança, apenas segurança de corpo e colchões.

A expectativa da organização é de receber para essa etapa aproximadamente 80 atletas de Minas Gerais, além de atletas de outros estados.

Os competidores irão se dividir em cinco categorias: Iniciante feminino e masculino, Intermediário Masculino e Máster Feminino e Masculino.

No primeiro dia, sábado, a competição terá início às 13h e os participantes terão 4 horas para escalarem os boulders. Ao todo serão montados aproximadamente 30 problemas nos mais variados graus de dificuldades e cada um com uma pontuação pré-estabelecida. Os campeões da prova serão aqueles atletas que somarem o maior numero de pontos.

No domingo, os doze melhores atletas da Máster masculino e seis da Máster Feminino pontuados no sábado, se enfrentarão a partir das 13h, em uma disputa emocionante, onde estarão em jogo técnica, concentração e força.

A 3ª etapa acontecerá na academia Tórtons Muro de Escalada, na região da Pampulha.

Realização: Associação Mineira de Escalada
Co-realização:Escalada das Minas
Patrocinadores:Kailash e Conquista
Co-patrocínio:Faders e Deuter
Apoio:Adrena, Iron Adventure, Stone e Trekking House
Parceiros:BH 360º, EU AMO BH RADICALMENTE, BELO HORIZONTE CONVENTION&VISITORS BUREAU

Local: Tórtons Muro de Escalada - Av. Gildo Macedo Lacerda, 300 - Bairro Braúnas – anexo ao Restaurante e Fazenda Paladino (seguir pela orla da lagoa da Pampulha sentido Zôo – AABB, após o Zôo seguir indicações de placas do Restaurante Paladino)

Maiores Informações:(31)3285-4494


Fonte : lista FEMEMG

Escrito por Luciano Fernandes às 07h59 AM
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Caxias do Sul esta longe?

Muita gente tem protestando com a distancia da proxima etapa do campeonato Brasileiro de escalada. Na minha opiniao e que sao ossos do oficio, afinal o pais e grande mesmo, e campeonato brasileiro entende-se que deva contemplar os lugares dos principais escaladores do pais. E vale lembrar que hoje no site http://www.8a.nu dentro dos 10 melhores colocados, sao da regiao.

Mas como diria o casseta e planeta : Seus problemas acabaram!. Leia o post abaixo


Gol relança trecho a R$ 1; Varig e TAM também têm promoções
da Folha Online

A Gol relançou a promoção de passagens aéreas por R$ 1 para um dos trechos na compra de bilhetes de ida e volta em vôos domésticos. A oferta vale para viagens a serem realizadas entre hoje e 31 de outubro.As compras podem ser feitas até o dia 2 de outubro exclusivamente pela internet, nos sites da Gol e de agências de viagem.Os clientes cadastrados no "Voe Fácil", programa de financiamento da companhia, podem adquirir os seus bilhetes a qualquer hora. As vendas aos demais interessados estão disponíveis de segunda a sexta-feira somente entre 22h e 6h. Já nos finais de semana, entre 22h de sexta-feira e 6h de segunda-feira.
A compra das passagens precisa ser de ida e volta. O trecho com tarifa a R$ 1 é combinado com outras tarifas. Não serão oferecidas tarifas promocionais na ida e na volta. Outra exigência é que o passageiro fique pelo menos duas noites no destino.
A empresa também informa que bilhetes de R$ 1 só poderão ser trocados por outras datas ou horários se o cliente pagar a diferença entre o valor das passagens.A Gol já havia lançado promoção semelhante anteriormente, em épocas de baixa temporada do turismo. A última vez havia sido em agosto.

Varig

A Varig também oferece tarifas promocionais neste mês. De São Paulo, os vôos para Curitiba custam a partir de R$ 115 e para Brasília, R$ 159 --os preços estão sujeitos à disponibilidade nos vôos. Já para Caracas, até o dia 25 a tarifa de ida e volta a partir de São Paulo ou Rio será de US$ 690.Os vôos para Buenos Aires terão até o dia 16 de setembro tarifas de US$ 238 a partir de São Paulo e de US$ 273 do Rio de Janeiro.Na ponte Rio-SP, a empresa continua a cobrar por trecho voado R$ 159 nos finais de semana e R$ 190 em dias de semana.Caso compre um bilhete de ida e volta entre segunda e sexta-feira até 30 de setembro, o cliente pode viajar de graça por um trecho da ponte aérea no final de semana. O bilhete gratuito precisa ser emitido até 30 de outubro e a viagem deve ocorrer até 31 de dezembro.
Somente até 15 de setembro, a Varig vai conceder 1.500 milhas por trecho voado na ponte aérea Rio-SP. O cliente também pode emitir um bilhete Smiles de ida e volta com só 10 mil milhas (50% de desconto).

TAM

A TAM, por sua vez, informou que tem tarifas promocionais para o feriado do dia 12 de outubro. Nesse final de semana prolongado, a empresa oferece, entre outras promoções, vôos partindo de São Paulo por um mínimo de R$ 170 para Salvador, R$ 255 para Recife, R$ 289 para Natal, R$ 85 para Belo Horizonte, R$ 68 para o Rio de Janeiro (Galeão), R$ 110 para Florianópolis (R$ 110) e R$ 136 para Porto Alegre.A empresa informa que a oferta dos preços promocionais depende da disponibilidade de assentos e da data em que for feita a reserva.


Fonte : http://www.folha.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 03h25 PM
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Janine e Belezinha conseguem patrocínio e vão para o mundial

Janine Cardoso e André Berezoski partiram na quinta-feira para a Espanha, onde no dia 16 acontece a sétima etapa do Campeonato Mundial de Escalada Esportiva. Ambos conseguiram patrocínio da Brasil Telecom até o fim do ano, o que garante a participação brasileira também nas duas próximas etapas do mundial, em outubro na China e em novembro na Itália.

Janine e Belezinha foram convidados para o campeonato espanhol, que aconteceu no sábado (9) em Marbella, mesmo local que recebe o mundial no próximo fim de semana. Janine terminou a etapa do espanhol em quarto lugar e Belezinha ficou na semifinal. “É uma oportunidade incrível de competirmos com os melhores”, declarou Janine.

A montanhista é a atual campeã brasileira de escalada modalidade dificuldade, e no início do ano tornou-se a primeira brasileira classificada para uma semifinal da Copa do Mundo de Escalada Esportiva, passou em 12° e terminou em 23° lugar. Berezoski é tetracampeão brasileiro e em 2006 conseguiu o vice-campeonato sul-americano


Fonte : http://www.webventure.com.br/

Escrito por Luciano Fernandes às 09h42 AM
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Cortesia do Blog

Seguindo conselho da patroa e da escaladora Mariella Velloso e como cortesia aos frequentadores deste blog, estarei publicando a reportagem da revista go outside que relata a experiencia do escalador que ficou sem o braco. Acredito que a comunidade escaladora tem a obrigacao de ler o artigo sobre isso.

Publicarei uma pagina por dia. Hoje abaixo esta publicada a primeira pagina de reportagem.


Escrito por Luciano Fernandes às 09h28 AM
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No meio do caminho tinha uma pedra - Parte 1

Depois da histórica "No Ar Rarefeito" (sobre a experiência de Jon Krakauer, um dos mais renomados e importantes jornalistas de aventura do mundo, no Everest, durante a temporada mais mortal da montanha) e da cabulosa "O Último Drop de Mark Foo" (em que Krakauer conta a história e os últimos momentos de um dos maiores surfistas de ondas grandes do mundo, morto dropando as sinistras morras de Maverick's, no litoral da Califórnia), continuamos com os Épicos Outside, nossa saga de reportagens especiais que, durante seis meses, apresentará aos leitores da Go Outside matérias antológicas publicadas ao longo dos 30 anos de vida de nossa "mãe" norte-americana, a Outside. Este mês, nossa reportagem épica conta a história de sobrevivência do escalador norte-americano Aron Ralston, que foi explorar um cânion remoto nos confins do Colorado, nos Estados Unidos, e acabou preso por seis dias, com a mão direita esmagada por uma pedra de meia tonelada. A reportagem, publicada em setembro de 2004 e reproduzida na íntegra nas próximas páginas, traz um trecho do livro Between a Rock and a Hard Place, ainda inédito no Brasil.

"SÃO 3h05 DO DOMINGO. Com isso completo 24 horas preso no cânion Blue John. Meu nome é Aron Ralston. Meus pais são Donna e Larry Ralston, de Englewood, Colorado, Estados Unidos. Quem achar esta fita, por favor tente entregá-la a eles. Faça isso. Eu agradeço." É 27 de abril de 2003 e pela primeira vez desde que meu braço ficou preso contra o paredão deste cânion em Utah, estou usando minha câmera digital para filmar a mim mesmo. Pisco demoradamente e evito olhar para a câmera. O que me faz desviar meu olhar é minha expressão abatida. Meus olhos estão arregalados, enormes; pele solta se acumula embaixo deles. Pego a câmera e aponto primeiro para meu antebraço e pulso, no ponto onde desaparecem na apertada fenda entre uma rocha enorme e o paredão do cânion. Então desloco o foco até minha mão azul-cinzenta. "O que você está vendo é meu braço enfiado na pedra... Aí está ele - preso. Está sem circulação há 24 horas. Ele já era faz tempo."

Balançando a cabeça, derrotado, dou uma bocejada, numa luta contra o cansaço. Explico por alto minhas tentativas fracassadas de auto-resgate e continuo. "A outra coisa que podia acontecer é alguém aparecer. Como aqui é uma continuação de um cânion não muito popular, sendo que a continuação é ainda menos popular, acho muito improvável que isso aconteça antes de eu ir dessa pra melhor por desidratação e hipotermia. Ao julgar pela minha degradação nas últimas 24 horas, vai ser uma surpresa se eu durar até terça."

Tenho consciência, conformado, que estou dizendo adeus à minha família - meus pais e minha irmã de 22 anos, Sonja - e que, não importa o quanto eu sofra aqui, a agonia deles vai ser pior que a minha. "Sinto muito." Com olhos marejados, paro de filmar e os esfrego com a mão. Começo de novo. "Sinto orgulho de vocês. Eu saio por aí atrás de aventura para me sentir vivo. Mas vou sozinho e não conto a ninguém onde vou - isso é muita burrice. Se alguém soubesse, a ajuda provavelmente já estaria a caminho. Burro, burro, burro."

1º DIA: SÁBADO, 26 DE ABRIL, 9 DA MANHÃ. Estamos em território de caipiras, a terra desolada do interior. Sob um céu azul anil, estaciono minha caminhonete no final da trilha para Horseshoe Canyon (cânion Ferradura), a janela isolada do Parque Nacional de Canyonlands, cerca de 25 quilômetros em linha reta a noroeste do lendário Maze District (o distrito do Labirinto). Meu plano é fazer um circuito de 50 quilômetros de bike e escalada nos cânions Blue John e Horseshoe.

Essas férias, uma viagem de cinco dias pela estrada, foram coisa de último minuto. Eu e alguns amigos tínhamos cancelado uma viagem de montanhismo, e isso me deixou livre para uma peregrinação ao deserto, saindo de Aspen, no Colorado, onde tinha alguns dias de folga do meu trabalho de vendedor na Ute Mountaineer, uma loja de equipamentos outdoor. Normalmente eu deixaria um cronograma detalhado para o pessoal que mora comigo, mas como caí na estrada sem saber o que iria fazer, a única pista que dei foi "Utah".

Embora o circuito Blue John seja uma viagem de um dia, eu trouxe uma mochila de 50 quilos, sendo que a maior parte do peso é composta por equipamento de escalada para navegar pelo sistema íngreme de cânions, comida e um galão de água dividido entre uma mochila de hidratação de três litros e uma garrafa de um litro. Estou usando um par de tênis de corrida surrado e meias de lã, e só uma camiseta e um calção por cima da minha bermuda de ciclismo.

Enfrentando um vento contrário de 50 km/h em uma estrada de terra, finalmente chego à entrada do cânion Blue John e prendo minha bike. Às 2h30, já estou 11 quilômetros cânion adentro, na metade de minha descida, num trecho estreito sobre o rapel de 22 metros marcado como Big Drop no meu guia. Agora o cânion vai afundar dramaticamente, em uma série de degraus e bancadas. Chego no primeiro salto, uma queda seca de três metros, e uso saliências no paredão esquerdo do cânion para firmar as mãos e ir descendo. Não é uma manobra difícil, mas não dá para subir de volta pelo mesmo caminho. Estou comprometido com minha rota; não há mais volta.

O céu pálido ainda é visível sobre essa fenda de três metros de largura conforme vou seguindo minha rota para baixo, passando por degraus e bancadas e por baixo de chockstones - rochas suspensas, entaladas entre os paredões do cânion. O cânion vai se estreitando até ter só 1,2 metro de largura, ondulando, se torcendo e se aprofundando. São 2h41 da tarde.

Chego à outra descida. Essa tem uns quatro metros de altura. Tem uma chockstone do tamanho de uma geladeira pinçada entre os paredões a uns três metros da beirada, dando uma aparência claustrofóbica de túnel ao caminho. Bem na minha frente, logo abaixo da beirada, há uma segunda chockstone do tamanho de um pneu de ônibus, presa no canal de um metro entre os paredões. Pisando nela, dá para pular para o fundo do cânion. Com um pé e as duas mãos nos paredões, passo por cima da chockstone. Dou uns pulinhos de precaução em cima da pedra, testando para ver se ela agüenta meu peso. Parece que sim. Desço e ponho os pés na chockstone. Ela me agüenta, mas se move um pouco. Virado para cima, eu fico de cócoras e me seguro na parte de trás da pedra suspensa. Escorregando, acabo pendurado pelos meus braços. Sinto a pedra reagindo ao meu peso e escorregando. Na hora percebo o perigo e, por instinto, me solto do pedregulho móvel e caio de pé no chão do cânion. Olho para cima e vejo a pedra engolir o céu. O medo me faz cobrir o rosto com as mãos. Não dá para me afastar ou eu caio de um pequeno barranco.




Fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 09h22 AM
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Analise de Equipamento - Go Outside - Cadeirinhas

KAILASH
Cadeirinha Spider: acolchoado aerado, regulagem na perna e quadril, quatro racks e versões masculina, feminina e náutica. R$ 169. Mosquetão Kailash formato D (pêra). Suporta 30 kN e pesa 190 gramas. R$ 82. Freio Shell: pesa 150 gramas e tem resistência a tração de 20 kN. Lado liso para rapel e dentado para situações que necessitam de mais atrito, como segurança. R$ 31 (incolor) e R$ 39 (colorido). http://www.kailash.com.br


BLACK DIAMOND
Cadeirinha Phoenix: para escalada esportiva. Pesa só 320 gramas. R$ 205. Mosquetão Rocklock: fabricado nas versões rosca e trava automática (foto). R$ 77. Freio ATC XP: marca que desenvolveu este tipo de freio. R$ 85. http://www.bdel.com


SINGING ROCK E ALPEN PASS
Cadeirinha Singing Rock Attack. R$ 160. Mosquetão Alpen Pass HMS com rosca: resistência de 22 kN, abertura de 25 milímetros e 92 gramas de peso total. R$ 42. Freio tipo ATC anodizado da Alpen Pass. R$ 45. http://www.sisteroutdoors.com.br


PETZL Recomendacao do Blog - Cadeirinha de melhor custo beneficio.
Cadeirinha Corvus: para escalada esportiva, possui quatro racks e regulagem em um dos lados da cintura. R$ 135. Mosquetão Freino: o gatilho a mais ajuda a aumentar o atrito durante o rapel, além de deixar o controle da corda na frente do usuário, ao contrário do rapel tradicional. Pesa 130 gramas. R$ 130. Freio Stop: a alavanca facilita o controle de descida durante o rapel. R$ 525. http://www.petzl.com


FOTOS MERAMENTE ILUSTRATIVAS, COM EQUIPAMENTOS POSICIONADOS PARA A MELHOR VISUALIZAÇÃO. A MONTAGEM DOS EQUIPAMENTOS NÃO EQUIVALE AO USO CORRETO DURANTE A ESCALADA.


Fonte : http://www.gooutside.com.br

Escrito por Luciano Fernandes às 09h12 AM
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10 dúvidas freqüentes sobre refrigerantes

Muitas dúvidas surgem quanto o assunto é refrigerantes. Cada vez mais presente na mesa do brasileiro, esse tipo de bebida é consumido entre todas as faixas etárias e classes sociais. Esclareça agora todas as suas dúvidas sobre o tão consumido refrigerante.

1- Quais os ingredientes dos refrigerantes?
Os refrigerantes possuem como ingredientes, o açúcar ou adoçante no caso dos light, água gaseificada, extrato de noz de cola ou suco de laranja ou de limão ou extrato vegetal de guaraná, cafeína, corante, acidulante, conservantes, aroma natural ou artificial, entre outros.

2- Os refrigerantes causam celulite?
Não. Não há estudos que comprovem a relação entre o aparecimento de celulites e o consumo de refrigerantes. Porém, se sabe que uma dieta desequilibrada, o consumo
excessivo de açúcares e gorduras, a ingestão ineficiente de água e fibras, sedentarismo e fator genético estão relacionados com o aparecimento do problema.

3- Os refrigerantes podem ser consumidos diariamente?
Não é recomendado o consumo diário de refrigerantes, pois este tipo de bebida não possui nutrientes, sendo então considerado um produto com calorias vazias. Dessa maneira, devemos sempre dar preferência às bebidas mais nutritivas e saudáveis como a água, os sucos de frutas e vitaminas.
“O consumo de refrigerantes aumentou 400%, de 1974-1975 a 2002-2003, entre a população brasileira”


4- Os refrigerantes light podem ser consumidos à vontade?
Não. Os refrigerantes do tipo light possuem adoçantes no lugar do açúcar simples. O excesso do consumo desse tipo de refrigerante aumenta também a ingestão de adoçantes artificiais, o que não é indicado.

5- Refrigerantes podem substituir o consumo de água?
Não. A água é nutriente essencial para o ser humano e deve ser consumida diariamente. A quantidade necessária varia muito de indivíduo para indivíduo, porém recomenda-se que a ingestão seja de cerca de 30 a 40ml/kg/dia.

6- Os refrigerantes possuem cafeína?
Sim, os refrigerantes à base de cola, como os chás, café e chocolate possuem cafeína. A cafeína é uma substância estimulante do sistema nervoso central. A cafeína, em doses moderadas, produz ótimo rendimento físico e intelectual, com aumento da capacidade de concentração e diminuição do tempo de reação aos estímulos sensoriais. Por outro lado, doses elevadas podem causar sinais perceptíveis de confusão mental e indução de erros em tarefas intelectuais, ansiedade, nervosismo, tremores musculares, taquicardia e zumbido. O café é a fonte mais rica em cafeína. Define-se consumo excessivo como ingestão acima de 600 mg/dia, por isso preste atenção aos rótulos e quantidades desta substância nos refrigerantes e em outros alimentos e bebidas.

7- Os refrigerantes engordam?
O que causa ganho de peso é o desequilíbrio entre o consumo e o gasto de calorias. Consumir mais calorias do que você pode gastar gera ganho de peso. Alimentos e bebidas com alto valor calórico podem colaborar para o ganho de peso. Excesso de refrigerantes contribui com excesso de açúcar que é rapidamente absorvido, relacionado também com risco aumentado de obesidade e diabetes tipo 2.

8- A ingestão de refrigerantes está associada a fraturas ósseas?
Estudos mostram uma associação positiva entre bebidas à base de cola e fraturas ósseas em meninas fisicamente ativas. Em estudo grego, o aumento do consumo de refrigerantes do tipo de cola foi associado positivamente com aumento do risco de fraturas ósseas em crianças de 7-14 anos. É sugerido que esses achados estejam associados com a relação cálcio-fósforo na dieta, tendo efeitos deletérios no osso.

9- O brasileiro está consumindo mais refrigerantes?
De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE realizada entre 2002 e 2003, O consumo de refrigerantes aumentou 400%, de 1974-1975 a 2002-2003, entre a população brasileira. Conforme aumentam os rendimentos, maior o consumo de refrigerantes pela população brasileira. A participação da bebida na dieta é 5 vezes maior na classe de maiores rendimentos do que na classe de menores rendimentos.

10- Um copo de refrigerante possui menos calorias do que um copo de suco de laranja?
Um copo de refrigerante comum possui em média 85 kcal e um copo de suco de laranja natural possui cerca de 90 kcal. Porém, é fundamental perceber que um copo de refrigerante não possui nenhum nutriente, apenas calorias e o suco de laranja possui inúmeras vitaminas e minerais que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, evitando assim doenças relacionadas à má nutrição.



fonte : http://www1.uol.com.br/cyberdiet/colunas/060911_nut_10duvidas_refri.htm



Escrito por Luciano Fernandes às 08h13 AM
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Anedotas

Realmente quando se consegue uma cadena suada, sempre vem as piadinhas, para dar uma acalmada no nosso ego. a piada do dia e da Adriana Mesquita.

Na sua cadena, para virar cadena , encare como :
1 vez = sorte
2 vez = coincidencia
3 vez = confirmacao
4 vez = cadena de verdade




Escrito por Luciano Fernandes às 02h14 PM
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Escalador que ficou cego volta à atividade

Paulo Bastos, o Paulo Macaco, ganhava a vida como escalador esportivo.

“O pessoal do montanhismo, da escalada respeita ele por tudo o que ele significou. Foi um dos maiores na década de 80, 90”, elogia o escalador Paulo Blokinho.

Em 1998, a vida virou de cabeça para baixo. Paulo perdeu o único filho. A mulher também morreu. No final daquele ano contraiu o vírus HIV.

“E um ano e meio depois da doença fiquei cego. Onde que eu ia conseguir auto-estima de novo, tive que olhar pra cima, pro céu, pra Deus”, conta ele.

Paredão sul do Corcovado. Uma das escaladas mais difíceis do Brasil.

“Eu queria voltar a escalar, mas como fazer isso cego?”, perguntava-se Paulo.

Ele treina há três meses com um grupo de amigos escaladores.

“Ele tem que se acostumar a manusear o equipamento sem a visão, tem que fazer tudo isso com o tato, tem que fazer várias vezes porque com a repetição ele vai acabar aprendendo”, explica o fotógrafo Marcos Terranova.

“A caminhada é o trecho mais difícil pra mim porque tem muito desnível”, diz Paulo.

Outro desafio é o cansaço. Debilitado pela Aids, Paulo pensou em desistir na primeira fase da escalada. Depois de sete anos, o encontro com o paredão sul.

Dois amigos vão na frente, fixando as cordas na rocha. Paulo vai escalar por um caminho conhecido como Atalha do Diabo, uma parede de 500 metros de altura.

“Para mim um palmo do chão ou mil metros é a mesma coisa, estou cego mesmo”, brinca Paulo durante a escalada.

Depois de 710 metros de escalada durante três dias e duas noites, Paulo finalmente chega ao topo do Corcovado.

“Não é uma deficiência, uma enfermidade, uma depressão que vai te deixar caído na cama, fechado num quarto. É um passo de fé, você dá o primeiro, depois o segundo e estou aqui agora”, comemora Paulo.


http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1267148-4005-0-0-10092006,00.html

http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M537360,00.html



Escrito por Luciano Fernandes às 11h09 AM
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Raineri faz palestra na segunda-feira

O escalador Rodrigo Raineri realiza na próxima segunda-feira palestra com o tema “Expedições: planejamento minucioso, situações extremas e grandes aprendizados”. O evento acontecerá no Espaço Cultural CPFL, na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, na cidade de Campinas, em São Paulo. A entrada é franca.

Raineri foi recentemente, pelo terceiro ano consecutivo, o palestrante com maior público durante a Adventure Sports Fair. Durante o encontro em Campinas, ele deixará claro que qualquer expedição de um montanhista vai muito além de uma simples aventura.

“Quando as pessoas olham a foto de um alpinista no cume de uma montanha, o primeiro pensamento é o da grande aventura. Elas não imaginam que muito tempo foi investido em pesquisas, planjeamentos, treinamentos e sacrifícios até que o objetivo fosse alcançado”, afirma Raineri. “Não sou movido pelo risco, e sim pelo desafio.”

Entre os grandes aprendizados que o escalador falará, está o reencontro com as pessoas no retorno das expedições. “Durante as expedições, passamos por choques culturais, temos que nos privar de muitas coisas e as emoções sempre são muito fortes”, finaliza o montanhista, que estava na expedição em que Vitor Negrete morreu, no mês de maio, após ter se tornado o primeiro brasileiro a chegar ao cume do Monte Everest sem o uso de cilindros de oxigênio suplementar.




Fonte : http://www.webventure.com.br/

Escrito por Luciano Fernandes às 10h17 AM
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Guia De Equipamentos

para quem quer ver um bom guia de equipamentos, tanto de escalada como para esportes de aventura, nao deixem de comprar(sim comprar mesmo), a nova edicao da revista go outside.

A revista e meio comercial(afinal alguem tem que pagar a qulidade da revista), mas o guia de equipamentos me surpreendeu.

Talvez a melhor reportagem de equipamentos que li nos ultimos 2 anos em revistas Brasileiras

http://www.gooutside.com.br/Edicoes/16/sumario.asp



Escrito por Luciano Fernandes às 10h06 AM
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WTC - 5 anos depois

Nao. Este post nao e sobre escalada.

Existem horas que nem tudo na vida da gente e sobre escalada. Hoje faz 5 anos que eu voltei a morar no Brasil apos um periodo curto morando em Viena. O isso tem a ver? Nada. Apenas que no momento que eu estava chegando no aeroporto e indo pra casa, aconteceu o incidente do 11 de setembro. As torres gemeas de New York.

Muitos acham que nao tem nada a ver o que acontece la com aqui. Ledo engano, hoje esta uma porcaria andar de aviao porque aconteceu os incidentes. E ate mesmo ir a outros paises e tirar vistos de entrada para os EUA. E escalar e viajar.

Eu nao perdi nenhum amigo no acidente. mas conheci pessoas que perderam. Se coloque no lugar destas pessoas que acordaram e foram trabalhar. E de repente acontece voce e atacado por pessoas fanaticas. E voce nem tem culpa disso.

Existe muita intolerancia por ai. E preciso ter acima de forca nos tendoes, a cabeca aberta tambem.

Quando pensar em nao conversar com uma pessoa que escala "menos" que voce, porque nao e digno da sua atencao. Ou ver alguem tomando esta atitude, saiba que esta atitude e de um idiota. A mesma que acha que destruindo os outros consegue algo que quer.

Pense nisso.






Escrito por Luciano Fernandes às 09h40 AM
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Cadenas de Final de Semana

Após vários dias de São Bento de Sapucaí, estamos de volta à velha rotina de trabalho.

A casa que alugo em São Bento esteve abarrotada de pessoas, e nem tive tempo de relaxar muito, e ficar mais com a patroa. Mas deu para descansar e matar um pouco da saudade.

Cadenas?? Sim muitas. Principalmente da dupla de Campinas : Diogo Gandra e Arthur Xitão. Se alguém nunca ouviu falar de Diogo Gandra, decore este nome. Este rapaz ainda vai dar o que falar no mundo da escalada.

Diogo em sua 3 tentativa em seu primeiro 9a( nunca entrou em nenhum 9a antes) encadenou a via "Bulls on parede" - Um 9b de respeito. Isso nao contando que "Diogro" avistou todos os 8a da Falesia dos olhos e Pedra da Divisa. Sem excecao. Em sua primeira visita. Na via "morcheeba"(8b) na pedra da divisa ele encadenou a vista.

O escalador Arthur Xitao encadenoua "trinca nona" :"Parasita" - "Berne" - "Agora que e escamoso" (todas 9a) e consolidando assim seu patamar de grau. Com isso Xitao paga a promessa de levar pra casa varios nonos ate o fim do feriado.

Vale lembrar que tanto Diogo Gandra tanto Xitao tem o apoio da academia de escalada Alpino Brasil. http://www.alpinobrasil.com.br

Comigo tive a felicidade de encadenar as vias "Sonho de Icaro"(7b) e "Kalya"(7c). Nada de muito destaque. Mas pude ter o gostinho de uma cadena em um 8a. Com uma queda na penultima agarra da via "Rock roll na catedral"-8a. Fica para o proximo final de semana.

As fotos da super galera e do final de semana estou esperando ainda. Pois nao tirei com minha camera. Assim que tiver em maos eu publico aqui.

As cadenas presenciadas ficou por conta do Hadade de Belo Horizonte, com destaques para Berne 9a, e para a Francine de Curitiba, que a encadenou tambem.







Escrito por Luciano Fernandes às 08h18 AM
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