Um texto sobre o evento realizado na cidade de Ouro Preto, o Ouroboulder, foi publicado no portal de escalada rockclimb (http://www.rockclimbing.com/)
O mais incrédulo ,e cético ,leitor pode dizer : "sim , e daí".
Daí que uma dos sites mais lidas do mundo em matéria de escalada faz a difusão de um dos eventos mais tradicionais na área de boulder. Podendo com o tempo mostrar a quem quiser conhecer sobre as áreas de boulder do Brasil.
A pergunta foi deixada por um escalador carioca neste blog. Que mau tem um escalador de renome boicotar o campeonato brasileiro?
Achei EXCELENTE a pergunta. Pena eu não poder premiar perguntas inteligentes deixadas aqui.
Vamos à minha opinião da importância de escaladores “ilustres” participarem das competições. Vale lembrar que esta é uma visão particular MINHA. Ou seja, de acordo com a realidade que eu vivo, e como eu enxergo a escalada, acredito em algo que outras pessoas, que não necessariamente vive a realidade que vivo, acreditem diferente. Não sou o dono da verdade, e com certeza posso mudar de opinião discutindo este ponto de vista com outras pessoas.
1 – Cada escalador quando compete, não está efetivamente querendo humilhar os outros os quais concorre. Rivalidade existe sim, como qualquer esporte. Porém escalada esportiva não é uma arena de gladiadores, e ao cair em uma via não é vergonha para ninguém, afinal geralmente a graduação de um campeonato é difícil mesmo. Saber competir, ter confiança para competir entre os melhores faz parte do bom cidadão. Saber perder, assim como saber ganhar, engrandece todo e qualquer atleta. Porém competir ele está representando o estado dele, e servindo de referência para quem não conhece ninguém daquele estado. Quanto mais um escalador se destacar em outro estado, maior o risco de ele conseguir levar uma etapa de escalada para seu estado.
2 – Todo competição muito disputada aumenta o público. Isso sem dúvida funciona em todas as modalidades esportivas. Com um aumento de público, há também um maior interesse de patrocinadores de divulgar a marca na escalada. Seja patrocinando o evento, ou somente escalador. Com isso algo simples pode ser sensivelmente melhorado: a premiação também melhora. Pode ser com isso em vez de medalhinhas e troféus, dinheiro.
3 – Quando maior o nível técnico de um campeonato, reunindo grandes nomes dos centros de escalada, o nível técnico tende a subir. Competidores tendem a se preparar melhor, e a difusão de técnicas (e técnicos) de escalada também. Competições sendo realizadas por sempre os mesmos escaladores, tende a ficar cada vez mais fraca comercialmente. Com o tempo até deixar de existirem, pois se sempre são os mesmos competidores, porque ir a outros lugares se se pode fazer somente perto da casa destes mesmos.
4 – Localmente, nos grandes centros, com mais pessoas sabendo sobre escalada, e mais público assistindo há um fortalecimento dos ginásios de escalada. Existem pessoas que torcem o nariz para ginásios de escalada, mas eles são importantes e necessários. São importantes para se conhecer os escaladores, procurarem parcerias, se preparar para escaladas, arrebanhar mais escaladores e assim por diante. Bom para profissionais que vivem da escalada (leiam-se lojas e fabricantes).
5 – Em campeonatos com vários atletas, de vários estados, há uma oportunidade de divulgação de locais novos de escalada, potencial para um encontro de escalada que seja diferente de alguns eventos que se fundamentam no estilo “farofa”. Há também o fortalecimento das federações, e associações de escalada dos estados dos participantes.
6 – A visualização por parte de imprensa e público de escaladores que competem, se preparam, e vivem da escalada ajudará sempre na desassociação de imagens estereotipadas. Talvez imagem esta que mais atrapalha em argumentos para se arrumar um patrocinador de escalada, tanto em eventos como em atletas. Acredito sinceramente que com o patrocínio de mais atletas em competições (afinal ele está representando o seu estado e comunidade) a atitude de muitos tende a mudar (não vai ser de uma hora para outra, claro). Mas muitos terão de se comportar de maneira exemplar para representar a marca a qual é patrocinado.
Existem dias que fico espantado com a quantidade de pessoas que lêem este humilde blog.Mesmo que virtualmente Yuri do Rio acabou de empolgando e abriu um blog para a sua lojinha também
Estes tempos de julho e Agosto na Europa é recheado de eventos. Verificando no blog do escalador brasileiro Felipe Camargo, que está fazendo um estágio por á, pode ver como é ocupada a agenda. isso proque cada país tem um evento de escalada de tamanho respeitável.
Está acontecendo neste instante(e já publicado aqui neste blog) o Petzl Roc Trip deste ano. Que no início estava sofrendo com as chuvas de verão, mas que não desanimou os escaladores presentes.
Um outro evento, este com a presença garantida de Felipe Camargo do Brasil é o Tout A Blocs 2008, a ser disputado na França. O evento é considerado um doas mais importantes da Europa em matéria de boulder (sem contar a copa do mundo claro).
Se alguém quiser saber o segredo de tantos eventos serem valorizados por lá, não é difícil. Todos os escaladores do país prstigiam o evento, e outros escaladores também. Um ótimo exemplo de entender porque os eventos deste tipo são fracos no Brasil é observar quantos participantes tem no Campeonato Brasileiro.
Na única etapa disputada até agora em Curitiba havia mais pessoas de São Paulo do que os escaladores locais. Havia ainda escaladores de grande renome da região(na platéia inclusive) que se recusaram a participar. Será que na etapa de Minas Gerais vai ocorrer o mesmo? Escrito por Luciano Fernandes às 09h20 AM
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Empório Roots
Aproveitando o gancho do post anterior, e já publicando a dica de ouro da amiga advogada Letícia, para quem mora na cidade de São Paulo(ou para quem visita a "Babilônia" de vez em quando) e preza por uma alimentação mais frugal e de qualidade e preço razoáveis deve fazer uma visitinha ao Empório Roots.
O Localizada na zona cerealista, próximo ao mercado central da cidade de São Paulo, tem uma quantidade de grãos(arroz integral de todos os tipos, cereais, feijões, quínoa, etc...) impressionante a um preço excelente. Ideal para quem quer começar(ou continuar) uma alimentação bem saudável e economizar um dinheiro no final do mês(até para escalar).
Um ótimo exemplo é o preço do quilo da granola simples R$ 5,00.
O endereço do local é : Av. Mercúrio, 222 - Brás - São Paulo - SP
Já fazia algum tempo que não colocava nenhum post de alimentação. Trocando idéias com várias pessoas vi que a alimentação do escalador é sempre baseada em alimentos os mais saudáveis possíveis(não necessariamente o tempo todo). Uma dica que aprendi quando estava iniciando a escalar foi a da Quínoa.
Por Bruna Bittencourt e Eliane Contreras
Se você não sabe como colocar no prato o cereal mais festejado do momento, comece com as deliciosas receitas desta reportagem. Ricas em proteína, elas têm tudo a ver com a dieta de quem malha e quer músculos.
De um ano para cá, ela é presença obrigatória em todo restaurante descolado e com menu saudável. BOA FORMA já tinha cantado essa bola, mas se é a primeira vez que você ouve falar da quinua, sossegue: aqui, contamos a razão do sucesso desse cereal, consumido por tribos andinas da Bolívia há mais de 500 anos.
A quinua é uma excelente fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico, que leva mais tempo para ser transformado em açúcar no sangue. Isso evita a produção em excesso de insulina, o hormônio responsável pelo estoque de gordurinhas. Ainda tem vitaminas, sais minerais e gordura boa. Mas é a proteína de alto valor biológico que faz desse grão um alimento especial. “A quinua tem uma combinação de aminoácidos (componentes da proteína) semelhante à do arroz e feijão juntos”, atesta Jaime Farfan, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade de Campinas (Unicamp). Cada grão contém 20 aminoácidos diferentes, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação de uma proteína completa e de boa absorção – quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal. Por isso, você pode recorrer a ele para recuperar e manter os músculos – importante para acelerar o metabolismo e, com isso, queimar mais calorias. A vantagem é ser livre da gordura saturada das carnes, que, em excesso, prejudica o coração. Ao contrário: tem ômega 3, gordura que limpa as artérias.
Ok, a quinua não tem a mesma quantidade de ferro que a carne. Porém, ganha de qualquer outro cereal também nesse quesito. Em cada 100 gramas, são 10,9 miligramas do mineral, que combate a anemia e garante pique. “Essa é uma ótima notícia para quem come pouca (ou nenhuma) carne vermelha”, afirma a nutricionista Heloísa Guarita, da Clínica RGNutri, em São Paulo. O mix de fibras e vitaminas (C, E e especialmente as do complexo B) completa a valiosa ficha nutricional da quinua, considerado pela Food and Agriculture Organization (FAO) o melhor e mais completo alimento de origem vegetal.
Importada da Bolívia, a embalagem com meio quilo custa entre 11 e 14 reais. O preço é salgado? Se você comparar com o de uma caipirinha de saquê, comum na happy hour, não é tanto assim. Lembre-se de que o cereal é fonte de proteína, nutriente mais caro que os outros. Além disso, chega a triplicar de tamanho depois de cozido – ou seja, um pacotinho dá para várias receitas. As que apresentamos aqui são feitas com as diferentes versões de quinua encontradas nas prateleiras (grão, farinha, flocos e até macarrão).
O escalador Felipe Camargo manda mais notícias da sua saga pela Europa. No novo post em seu blog pessoal, destaca as vias que entrou e encadenou.
Descreve também que foi em uma feira na Alemanha de materiais de escalada. A feira foi um compromisso de Patxi Usobiaga(que vem encadenenado TUDO o que vê pela frente nos últimos dias) com os patrocinadores. Uma pequena amostra para quem acha que patrocínio é mesada, sem compromissos o post de Felipe mostra o contrário. Leia no post quais as personalidades de escalada e esportes de natureza estavam por lá para ver que patrocínio é coisa séria.
Abrir uma via é a assinatura definitiva de todo o escalador. Uma via muito mal aberta mostra também o quão despreparado é a pessoa com relação à escalada.
Não é o caso da dupla dinâmica Karina Filgueiras e Bito Meyer. Bito é uma verdadeira lenda vida na escalada, e Karina , entre as mulheres, também caminha para o mesmo destino.
Este ano tive a felicidade de comemorar meu pré-aniversário com os dois e aprender muito em termos de escalada e vida de montanha.
Os dois escaladores abriram uma via nova, que espera a avaliação de escaladores, na Pedra do Baú.
Quando morei em Campinas conheci muitas pessoas que tenho grande estima. João Ricardo, Cristiano Carneiro, Fernando Demonte, Pedrão Zen, Leonard "Coringa" entre outros.
Conheci também uma turminha muito unida e muito peculiar, dentre tinha um elemento de imenso espírito, o qual era o trainee de escalador o Thiago "Imaculado".
Imaculado , e sua namorada, fizeram este ano uma viagem pela Argentina e Chila, que inclui trecking em lugares iradíssimos. Sempre ligado ao mundo da tecnologia, também disponibilizou um blog para que pudéssemos acompanhar a saga.
Neste blog Imaculado pões todas as dicas e impressões de uma viagem que todo escalador tem vontade de conhecer : A Patagônia.
A escalada e o universo outdoor cresce a cada dia(para o bem e para o mal). Muitas são as marcas voltadas a escaladores no exterior. Prana, By Moon, e etc. Uma marca que chama muita atenção é a E9(http://www.enove.it/), tanto pelo design e pelo espírito despojado e confortável das roupas.
Lá pelo menos é evidente tanto na marca citada, como em outras, que a calça de 100% algodão é amplamente utilizada para a escalada. A novidade foi experimentada pela marca brasileira Solo, que por algum motivo desistiu de apostar na tendência. Aposta errada ao meu ver.
Uma empresa que está apostando em vendas de roupas com temática de escalada, mas sem a pretenção das européias de ser "Urban & Climb" é a marca UBT.
A marca brasileira, que conta com alguns dos organizadores do Ubatuboulder mostra ousadia no design e ousadia nos materiais utilizados na confeção. a venda temática é o embrião de se tornar uma marca forte em roupas para a escalada, que identifique o estilo escalador de ser.
Vítima de uma doença degenerativa, o escalador e alpinista Jeff Lowe que sofre de uma doença degenerativa fala à revista americana Outside, e relata o drama de uma pessoa ligada à montanha e escaladas que sofre hoje de uma doença degenerativa dos nervos.
A história é uma lição de humildade e no mínimo nos faz pensar.
O texto está em inglês, mas com certeza deve ser traduzido para a versão em português em edições futuras na versão brasileira da revista
Por incrível que pareça, há muitos locais onde é proibido escalar. Os motivos são vários, há desde proprietário de terras que não permitem o acesso e até mesmo locais onde é proibido por lei. O Altamontanha fez uma pequena pesquisa para apurar os por quês e levanta uma questão: Será que os escaladores têm culpa?
Recentemente, pelas listas de discussão e pelos fóruns da internet, os escaladores têm reclamado das crescentes proibições dos locais onde o esporte é praticado. Só para citar exemplos, nestas últimas duas semanas, somente em São Paulo foi fechado dois lugares, sendo que um era para ser um campo escola que nem sequer chegou a ser inaugurado.
O problema mais comum enfrentado pelos escaladores são as restrições impostas pelos donos das propriedades que dão acesso às rochas. São condomínios que querem mais segurança e criam muros e porteiras, fazendeiros e sitiantes que não querem ver gente desconhecido no meio de suas plantações ou pasto e até mesmo gente que quer ter sossego e não quer ver ninguém perturbando seu descanso.
Os condomínios são um problema grave de difícil solução. Eles estão diretamente ligados com o aumento da violência urbana, pois as pessoas com medo se fecham dentro de propriedades privadas. O problema é que os condomínios, para se tornarem atraentes, fazem muito apelo ao meio ambiente e não é incomum eles comprarem áreas enormes de floresta para virar o "Parque" particular daquela pequena parcela de pessoas. Não é incomum que junto com essa parcela de área verde não venha também um belo dum afloramento rochoso onde é praticada a escalada.
Problemas com fazendeiros e sitiantes também são comuns. Muitas vezes são eles que têm razão. Ficou famoso no Paraná a história da fazenda que dava acesso ao morro do Ferraria na Serra do Mar. Uma vez, certos montanhistas esquecidos, deixaram aberta uma porteira e um boi que era matriz de reprodução e que havia custado uma fortuna para o fazendeiro escapou, brigou com um touro e morreu. Moral da história: Ninguém nunca mais entrou naquela propriedade. Não por que respeitam a vontade do dono, mas por que ele, depois deste incidente, encheu a fazenda de cães bravos.
Depois de um tempo, os montanhistas acharam outro acesso por uma fazenda de Pinnus. Alguns montanhistas com a consciência ecológica muito aguçada, mas pouco diplomática, resolveram quebrar alguns desses pinheirinhos ecologicamente incorretos, mas economicamente rentáveis e o Ferraria ficou fechado de novo.
Às vezes os motivos mais parecem desculpas. Foi o que aconteceu na falésia dos Viciados no Vale do Paraíba em São Paulo onde o proprietário proibiu o acesso. Segundo o fazendeiro a presença de muita gente no pasto estava fazendo que as vacas dele dessem menos leite.
Nem sempre os proprietários têm razão. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o acesso ao Morro do Carmo pelo caminho mais curto foi fechado, pois um dos escaladores, com toda a razão, denunciou o dono das terras que estava desmatando a floresta nativa. Ele levou uma multa ferrenha e depois disso baniu quem escalava de seu terreno.
Nem todas as propriedades têm um destino agropastoril, mas mesmo assim os donos não querem ver estranhos pelo simples fato que eles querem é ter sossego em suas propriedades rurais nos fins de semana. Se existem desentendimentos com os donos das propriedades que dão acesso às montanhas e às rochas, isso é um problema que pode ser resolvido com diplomacia e às vezes até pagando. Houve proprietários que transformaram o acesso às rochas por suas terras numa fonte de complementação de renda. Isso é ruim? Com certeza, mas pior é não poder escalar ou então ser enxotado da montanha como se fossemos bandidos...
Dois casos bizarros de brigas com os proprietários das montanhas aconteceram no Rio de Janeiro. Lá eles trataram os escaladores como se fossem bandidos. Nestes casos, o fim poderia ter sido trágico, se estes proprietários malucos tivessem boa pontaria, pois eles simplesmente atiraram nos escaladores. Foi o que aconteceu na Falésia da Joatinga e no Humaitá. O caso foi parar na justiça!
A saída para que os escaladores e montanhistas pudessem desfrutar da natureza sem ter problemas é a criação de Parques, nas diversas esferas do Poder, Nacionais, Estaduais e até Municipais. Este tipo de unidade de Conservação tem como propósito proteger a natureza, mas também desenvolver atividades recreativas de forma que elas gerem poucos impactos. Ou seja, por definição um Parque é um lugar onde a escalada deveria ser permitido, deveria...
Acontece que vários parques brasileiros onde existem montanhas e rochas lindas e perfeitas para a escalada é proibido escalar. Por quê?
Acontece que a criação de parques no Brasil é algo muito recente e a maioria deles não tem a mínima infra-estrutura e nem sequer plano de manejo, de forma que o desenvolvimento de qualquer atividade em seu interior não tem comprovação técnica que é ou não impactante. Isso é motivo de diversas bizarrices.
É o caso do Parque Estadual da Gruta do Monge, no Paraná e da Gruta da Lapinha em Minas Gerais. No primeiro caso, o parque é um local de peregrinação de religiosos. Dentro dele há umas imagens de um Santo e em certos dias do ano vários ônibus de fiéis vão para lá rezar. O parque acaba por receber uma carga enorme de pessoas que não têm a mínima consciência ambiental. Por isso absurdos são muito comuns, mas permitido, pois com a Igreja e os costumes massificados não se mexe.
Na Lapinha, decretada Parque Estadual há pouco tempo, há uma gruta de valor histórico e cientifico muito grande, pois lá marca o inicio das pesquisas sobre os animais da megafauna no Brasil. A gruta foi transformada em objeto de turismo sem o menor preparo. Dentro dela há luzes artificiais, grades de proteção, calçada de cimento, restaurante etc... Construções horrorosas que destruíram a caverna, só para gerar uma estrutura para levar gente despreparada para lá. Como resultado, isso chamou atenção dos mal educados que deixaram seus nomes pixados nas paredes, que arrancaram as estalactites e depredaram a caverna. Mesmo assim, a única restrição do Parque é contra os escaladores, que representam um número pequeno de pessoas que visitam áreas espalhadas do parque onde não há problemas ambientais graves.
A Lapinha é um dos melhores lugares para escalada esportiva do Brasil e está fechada desde 2002. É uma grande insensatez dos responsáveis, pois a escalada poderia gerar renda através de um turismo qualificado capaz de atrair gente de todo o país e de fora. Sem falar que é uma pena ver um lugar tão interessante proibido.
Mas será que os escaladores são santos? Parece que não.
Recentemente estão aparecendo diversas denuncias sobre escaladores mal educados. Gente que deixa lixo nas trilhas, defecam em lugares impróprios, gritam e fazem arruaça... Esta é uma realidade triste, mas real, pois o povo brasileiro é, infelizmente, mal educado.
Há pessoas que acham que indo para um ambiente natural elas estão livres das regras da sociedade e mesmo que esses ambientes não sejam tão afastados, elas querem, na realidade, se sentir libertinas e por isso é comum encontrar falsos montanhistas bêbados nas trilhas de montanhas. Isso quando o problema é só com bebida, pois muitas vezes tem gente que apela para drogas mais pesadas.
É muito triste isso acontecer dentro dos Parques. O montanhista de verdade sabe respeitar a natureza e segue um código de ética bastante rigoroso. É por isso que o montanhismo não é somente um esporte, mas também uma cultura, pois existe todo um comportamento embutido no "ser" montanhista. Infelizmente a má fama advém de uma minoria. Basta uma pessoa má educada fazer algo errado que logo toda a comunidade é punida.
Um exemplo bom, de ter áreas protegidas com escaladas vem do Canadá, onde os escaladores, unidos, conseguiram comprar uma área e transformá-la em um Parque. Trata-se de Skaha Bluffs. Lá, uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente da Colúmbia Britânica, o Nature Conservancy of Canada (NCC), o Land Conservancy (TLC), o Habitat Conservation Trust Fund, The British Columbia Trust for Public Lands, Nature Trust of British Columbia, a Mountain Equipment Co-op (cooperativa de equipamentos para atividades ao ar livre) e seus membros e escaladores, ambientalistas e entusiastas da vida ao ar livre do Canadá, EUA, Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália garantiram o acesso a esta que é uma das mais importantes áreas de escalada do país.
Eles pagaram cinco milhões, duzentos e cinqüenta mil dólares canadenses, o que dá o montante de oito milhões e quatrocentos mil reais! Obviamente que isso só ocorreu, pois o Canadá é um país desenvolvido, onde as pessoas têm educação e cuidam do meio ambiente com seriedade. Mesmo sendo uma bolada de dinheiro, o governo brasileiro gasta muito mais para construir viadutos e realizar outros tipos de obras. Não que elas não sejam importantes, mas isso demonstra que a qualidade de vida da população e o meio ambiente, infelizmente, aqui é algo secundário.
E como tanto a população quanto o governo não enxerga seriedade naquilo que os montanhistas de verdade fazem e nem sabem distinguir os montanhistas de verdade com os "Farofas" isso nunca vai acontecer e a única medida a ser tomada para minimizar os impactos é a mais barata: Proibir...
Enquanto isso, vamos continuar escalando em parques fictícios, onde ninguém fiscaliza, onde qualquer um faz farofagem, onde não se respeita o meio ambiente. Pior de tudo, os montanhistas de verdade estarão cometendo crimes ambientais, pois os órgãos ambientais, despreparados, não sabem o que é a cultura da montanha e ao invés de punir quem realmente depreda o meio ambiente, pune quem mais luta por sua preservação.
Não é segredo para ninguém que o meu filme preferido é "First Ascent". Para quem não conhece o filme(na minha opinião o "Cidadão Kane" dos filmes de escalada) é a narração da perseguição de uma primeira ascenção (First Ascent) de uma via chamada "Cobra Crack" pelo escalador Didier Berthold.
No filme há questionamentos da importância de ser o primeiro ou não a encadenar uma via. No final a via é encadenada pela primeira vez. Por quem é que é a surpresa do filme.
Neste último final de semana houve a primeira repetição da via, localizada em Squamish, no Canadá. A repetição foi feita por Nicolas Favresse.
Escalando com a figura no Morro da Cruz, conheci escaladores, e pelo que parece conheci uma galerinha que iria visitar a região de São Bento do Saúcaí, e nos prometemos trombar por lá quando eu estiver com o amigo do peito Fred "Carranca".
Eu amo escalar. Mas muito antes de eu ter colocado sapatilhas e subido em qualquer parede, havia uma paixão que ainda rivaliza com a escalada : cinema. Quem me conhece mais na intimidade(leia-se amigos de verdade) sabe que sempre tenho notícias de filmes.
Nesta segundona acordei com a excelente notícia. Muito em breve, no final do mês terei em mãos 3 grandes filmes de escalada para poder comentar e assitir por aqui : "Dosage V", "Spray" e "Commited". Os dois primeiros foram lançamentos deste ano (sendo o primeiro novíssimo, ainda sem trailer de exibição). Fica a promessa de colocar aqui a crítica pessoal do vídeo, assim como fiz com outros já colocados aqui.
Porém uma grata surpresa foi a indicação, por parte de uma amiga escaladora dos EUA, o filme "Blindsight" sobre escalada em alta montanha e gelo por escaladores cegos. Se o problema é não olhar para baixo, então para o escalador do filme ficou resolvido.
Confira o trailer abaixo :
Uma boa notícia também são as notícias do escalador/cineasta de montanha Tonto no Canadá, no festival de Banff. Descreve o escalador que já houve exibição de seu filme "Pedindo por Clemenzo", e que embora não exista muita espectativa, fica a torcida por ele. Pedido por Clemenzo trailer :