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Visão Feminina de Campeonatos
Não muito tempo atrás postei algo sobre a importância de campeonatos. Mostrei a minha visão de como enxergo a importância de haver campeonatos(organizados de maneira neutra preferencialmente) de escalada em todos os locais do país. Tive a felicidade de trocar idéias com o pessoal da lojinha de escalada do Rio de Janeiro(já coloquei até uma dica do blog deles).
Foi postado recentemente um desabafo de uma escaladora sobre a fraca participação no evento. E achei mais do que digno colocar o que uma pessoa de senso crítico singular e boa fluência escrita tem a dizer :
Minha Visão "Feminina" do Campeonato de Niterói
Ontem tive uma experiência bem gratificante apesar de ter ficado meio quebrada hoje. Participei, pela primeira vez, de um campeonato e a estréia foi no Carioca que teve lá em Niterói.
O dia estava simplesmente maravilhoso, o lugar - que eu não conhecia ainda - é muito bem estruturado dentro de um clube com uma cave com boulders e até vias guiadas e tudo mais, colchões de aterrissagem de primeira linha e o astral pra lá de alto!
A modalidade em que participei, Iniciante Feminino, contou com problemas montados pela Patricia/Ana/Fábio Muniz/Leandro Borré/Ralf e posso dizer que só tinha coisa boa. Eles misturaram um pouco de força/técnica e o resultado foi uma escalada gostosa (Tirando o bote no final de uma das vias! - Brincadeirinha, né, faz parte...)
As meninas que competiram comigo, foram maravilhosas também. A Dezza, minha amigona da Limite e a Mariana, local de Niterói, que recebeu a gente super bem. A parte não tão legal é isso... só haviam TRÊS competidoras nessa categoria. Na etapa passada também só haviam 3 competidoras e houve ainda uma desistência pra final. Devo fazer um desabafo agora pois essa baixa participação da mulherada me deixou um pouco triste.
Muitas pessoas que eu perguntei "Você vai no campeonato?" e me negaram, deram as seguintes respostas como justificativa: "Não gosto desse negócio de competição" ou "Prefiro ir pra pedra" ou ainda "Nem sabia que ia ter mas tenho outro compromisso". Eu acho que a única competição que existe na verdade é da gente com a gente mesmo. Ao menos nenhuma de nós estava lá para "acabar" com a outra. Cada uma escalou pra si, tentando se auto-superar ou aprender algo novo. Todas pilharam umas as outras ou trocaram idéias e informações além de muitos incentivos. O que muitas pessoas não entendem é que as competições na verdade são o maior incentivo, não só pessoal, mas como um todo para a prática do esporte.Você pode gostar só de pedra mas entenda que se não houver a parte social da coisa (campeonatos, academias, etc.) o seu esporte fica sem estrutura para ser praticado. Quanto mais gente aderir e conhecer a escalada, mais compreendido e respeitado o esporte será. E eu sei que o dia estava lindo para uma escalada nas montanhas, mas o que é UM dia para comparecer e dar uma força ao evento comparado com todos os outros dias de um ano?
Uma das coisas legais pra iniciantes em competições é que você sai de lá sabendo exatamente as suas deficiências (falta de leitura, falta de força/resistência, falta de dinâmicos, posicionamento de pés, etc.). E te dá um gás pra investir justamente naquilo que faltou. Às vezes, tratamento de choque funciona!
Nesta etapa eu fui bem e consegui o primeiro lugar mas mesmo se eu tivesse ficado em trigésimo, eu escreveria o que escrevi acima. Só que se houvessem trinta competidores para esta categoria, com certeza, este post não seria feito!
Parabéns pra toda organização envolvida nesse evento! É muito bom fazer parte disto tudo! (E pra mulherada, "KMON" nos próximos eventos, hein?)
Fonte : http://lojinhadeescalada.blogspot.com/2008/08/minha-viso-feminina-do-campeonato-de.html
Aproveito também para publicar um texto que li en outro lugar sobre um sentimento que vivo escutando de escaladores : a omissão e a ojeriza que possuem em assumir compromissos para competir.
Um país com medo de competição
(...)
Quem seguiu a cobertura das Olimpíadas, mesmo de longe, irá concordar que enfrentamos o mesmo problema – em outros esportes. É verdade muitas vezes nossos atletas foram eliminados por questões técnicas, o que é natural.
Em outros esportes, no entanto, nosso desempenho foi prejudicado por essa atitude.
Em horas decisivas, nossos atletas tremeram, ficaram inseguros – e falharam. Ocorreram até incidentes bizarros para atrapalhar nosso desempenho. Claro que se pode dizer que falta assessoria psicológica. Mas eu acho que é mais do que isso.
Nelson Rodrigues disse que a Seleção é a pátria de chuteiras. Acho que é mesmo. O brasileiro dá um duro danado para viver. As estatísticas mostram que somos um dos povos mais trabalhadores do mundo. Mas o brasileiro detesta competir.
Essa noção de ser testado, de ter de provar seu mérito, de vencer por suas qualidades próprias é um valor estranho a nossa sociedade.
Competir é correr risco e nossa cultura não gosta disso.
Gostamos de ter o bom resultado garantido com antecedência. Ou então, de ir à luta sem qualquer responsabilidade. Neste caso, qualquer saldo positivo pode ser considerado vitória, até um 38° lugar.
Fomos criados numa sociedade de direitos adquiridos no berço, futuro assegurado, conforto e segurança recebidos de nossos pais.
Essa é a cultura que está dentro de nós, que molda nosso caráter. Ela esconde as contradições da vida. Tenta passar a idéia de que somos todos irmãos, que temos a capacidade de absorver os contrários, integrar quem oprimimos.
Claro que essa visão é apenas um sonho. Apesar de todo progresso ocorrido no país, atual e mais antigo, a imensa maioria dos brasileiros ainda não consegue exercitar direitos de povo civilizado, enfrenta formas variadas de opressão e em muitos casos apenas trocou um cativeiro por outro. A primeira condição ética para uma competição é a igualdade entre os concorrentes – mas isso está longe, nós sabemos. Fingimos que somos iguais, porém.
Mas é assim que os brasileiros enxergam a si próprios, numa auto-visão enganosa, alimentada e estudada por grandes intelectuais, que ora podiam admirá-la, como Gilberto Freyre, ora pretendiam criticá-la, como Sérgio Buarque de Hollanda, patronos das linhagens de pensamento que até hoje alimentam as principais raízes mentais do país.
Nessa visão, a insegurança é um horror permanente, o medo do desconhecido é um sentimento que não sái de perto.
Neste universo, a idéia de competir para vencer – no fundo, para sobreviver – é uma noção estranha, que não se encaixa. Em certos ambientes, pode ser visto como ofensa. Talvez porque sejamos um país de muitos derrotados, de vitórias tão suadas, queridas mas tão modestas, adoramos fingir que ninguém perde na vida. Adoramos acreditar que de uma forma ou outra todos são vencedores.
Muitas vezes, porém, a derrota é por goleada.
Fonte : http://paulomoreiraleite.com.br/colunaepoca/2008/08/19/um-pais-com-medo-de-competicao/

Escrito por Luciano Fernandes às 02h29 PM
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Maureen Maggi, a lição dourada da superação.
Direto do blog do Jornalista Victor Birner. O texto exalta, e muito, como em momentos na vida da gente a gente fica por baixo por algum motivo(como alguém sem caráter largar você por dinheiro por exemplo), e sempre conseguimos ter forças para dar a volta por cima. A olimpíada está aí para isso, mostrar que obstáculos, e vias de escalada, são feitos para vencermos.
Sem hipocrisia, escrevo este texto emocionado, chorando, e em tom de desabafo.
Como punir alguém pelo uso de uma pomada cicatrizante pós depilação?
O Diário de São Paulo, na época, em 2003, pediu para uma repórter usar a mesma pomada. O exame antidoping da jornalista também deu positivo.
Maureen Magi, mesmo assim, foi expulsa do atletismo por dois anos quando estava no auge da forma.
Para um ser humano normal era o nocaute. A porrada injusta na hora da atleta colher os frutos do sacrifício.
Maggi não aguentou.
Abandonou a carreira e ganhou seu maior presente de Deus, a filha Sofia.
Sei lá por qual razão, já com idade avançada, decidiu retomar sua paixão, o salto em distância.
E aos 32 anos, em Pequim, na primeira tentativa na final, conseguiu sua melhor marca na temporada (7m04), a segunda maior do ano.
Contudo parece que na vida dessa campeã, do mito brasileiro do esporte mundial, as coisas são bem difíceis.
A russa Tatyana Lebedeva, campeã do mundo, na última tentativa, saltou muito.
Mas não bastante.
Um centímetro a menos que nossa campeã.
7M03.
Uma linda prata para Tatyana!!!!
(...)
Aposto que Maureen não vai se achar um ser humano melhor que os outros, nem vai dizer, tomada por ódio, que o ouro serve de vingança para calar a boca de João ou de José no caso do doping.
Maureen Maggi, sua equipe de trabalho e família estão de parabéns.
Agradeço a todos pela alegria inesquecível que me proporcionaram.
Aposto que Maureen não vai se achar um ser humano melhor que os outros, nem vai dizer, tomada por ódio, que o ouro serve de vingança para calar a boca de João ou de José no caso do doping.
Maureen Maggi, sua equipe de trabalho e família estão de parabéns.
Agradeço a todos pela alegria inesquecível que me proporcionaram.
(...)
Quer ler o texto completo? : http://blogdobirner.net/2008/08/22/maureen-maggi-a-licao-dourada-da-superacao/
MAURREN, COISA DE CINEMA.
por Alberto Helena Júnior
Fosse a bela Maurren americana e já estariam produtores, diretor, roteiristas a pleno vapor produzindo um desses tv-movies que nos impingem com seus heróis esportivos todas as noites na tv a cabo.
Sim, porque aquele salto de ouro, ao longo dos 7m04 que durou, frame a frame, vale por uma vida em flash-back. Uma emocionante aventura, com todos os ingredientes que compõem esse tipo de filme: drama, comédia, romance e suspense, que culmina com essa diferença ínfima de um centímetro apenas separando Maurren do ouro e da prata.
No auge de sua carreira, às vésperas de uma Olimpíada em que tinha tudo para obter medalha, Maurren foi golpeada por aquele ainda nebuloso caso de doping (por mim, não duvido nem um pingo de que tenha sido mesmo a tal pomada para cicatrizar a depilação das pernas, o que, convenhamos, é irrelevante na ordem das coisas; isto é, não leva ninguém a aumentar o seu potencial atlético). Casou-se com piloto famoso, teve uma filha, separou-se, desistiu da carreira para retomá-la no início deste ano, sob olhares céticos de todos, inclusive do seu treinador.
Primeiro, teve de ganhar a confiança geral, demonstrando que estava mesmo a fim de se recuperar. Depois, atingir seus objetivos, numa prova nobre do atletismo, o salto à distância. Cumpriu todas as etapas, tintintim por tintintim, até atingir o pódio mais alto em Pequim.
Tudo isso, sem perder a graça e o astral da menina nascida no interior paulista – São Carlos -, que pude colher nas vezes em que cruzamos por esses encontros televisivos. Sua fala sempre foi firme e direta, e seu olhar irradiava, mais do que obsessão, certeza de que chegaria lá.
Coisa de cinema.
Fonte : http://esporte.ig.com.br/colunistas/alberto_helena_jr/
Escrito por Luciano Fernandes às 09h43 AM
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Festival de Boulder de Sabará
Os festivais de boulder não param de pulular pelo país afora.
Para quem tem data livre em Setembro, o festival de Sabará, no meio do mês se encaixa facilmente.
Curiosamente os pricipais(tanto em qualidade como em quantidade) festivais de escalada e boulder do Brasil hoje estão no estado de Minas Gerais. Ponto para os mineiros.

Escrito por Luciano Fernandes às 02h26 PM
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I Encontro de Montanha de Itatiaia
Vai acontecer no dia 30 de agosto, sábado, o I Encontro de Montanha de Itatiaia, uma confraternização de montanha, com palestras, filmes de montanha e homenagem à montanhistas e clubes. A programação completa vai ser enviada em breve. Acompanhem.
O Encontro conta com o apoio da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), da FEMERJ, FEMESP e GEAN (Grupo Excursionista Agulhas Negras). Está confirmadas as palestras de Rubén Massarelli, guarda parque do Parque Provincial de Aconcágua (que está como voluntário do Parque Nacional do Itatiaia neste mês) e do Silverio Nery. A programação ainda continua no dia seguinte, com uma ida ao Planalto do Itatiaia e ataque aos principais cumes.
O I Encontro de Montanha de Itatiaia vai acontecer no Centro de Visitantes do Parque Nacional do Itatiaia a partir das 16h do dia 30 de agosto.
Fonte : http://eliseufrechou.blogspot.com/

Dia 30.08.08 Centro de Visitantes 16h - Abertura e visita às exposições do Centro de Visitantes, incluindo a Exposição Montanhismo em Itatiaia, patrocinado pela CURTLO 16:15- Dr. Walter Behr, chefe do Parque Nacional do Itatiaia 16:40- Palestra de Silverio Nery (CBME e FEMESP) sobre segurança na montanha 17:20- Filme King Lines com Chris Sharma 17:55- Coffe Break 18:00- Homenagem do Parque Nacional ao Grupo Excursionista Agulhas Negras (GEAN) 18:15- Palestra Daniel Toffoli sobre a História do Montanhismo em Itatiaia 18:55- Filme Aconcágua Sin Mulas 19:35- Palestra Rubén Massarelli (Guardaparque do Parque Provincial de Aconcágua) sobre o a estrutura de controle do montanhimo na região do Aconcágua 20:10- Filme A conquista do K2 - filme italiano sobre a conquista do K2 21:00- Coquetel
Dia 31.08.08 07:00- Ida ao Planalto do Itatiaia
Escrito por Luciano Fernandes às 08h00 AM
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Festival de Itajubá
Este final de semana acontece o já tradicional festival de escalada de Itajubá.
A cidade tem o orgulho de ser a capital da escalada do Sul de Minas, e abriga vias e locais de escalada interessantíssimos.
Uma dica in-off para quem está pensando em ir : a quantidade de mulheres escalando por lá é impressionante.
Mais detalhes em : http://www.cmi.org.br/festival6/

Escrito por Luciano Fernandes às 08h06 AM
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Running Show
Ao que parece de agosto até o final do ano acontecem eventos muito interessantes, e até certo ponto de vista, imperdíveis para quem quer melhorar tanto sua qualidade de vida, preparo físico, conhecimento acerca do esporte e conhecer a galera que não pensa somente em baladas e picuinhas de trabalho.
Hoje é a inauguração da Running Show. Uma feira que foca a preparação física para corridas, triatlon, natação e bicicleta.
Quem está treinando forte, e ainda por cima empolgado com a olimpíada, é uma ótima oportunidade de se ver as novidades, faze algumas aquisições de materias e equipamentos que ajudem na sua preparação para aquele escalada ideal.
Por sugestão da mega-escaladora Janine Cardoso vou dar um pulo para matar a saudade de feiras esportivas.
Setembro tem a Adventure Sports Fair. Feira de esportes de aventura. Mas os detalhes e impressão fica para mais perto do evento.
Para mais detalhes acesse : http://www.runningshow.com.br/

Escrito por Luciano Fernandes às 08h01 AM
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Você usa o grigri?
Desde que comecei a escalar fala-se do uso do grigri. Criou-se mitos e lendas a respeito do pequeno aparelho da marca Petzl. De tempos em tempos academias e associações fazem uma "caça às bruxas" para instruir escaladores e seguranças sobre o uso do aparelho. O uso é simples, e junto com o equipamento há as instruções de uso do equipamento. Só é preciso ler e usar.
A partir destas instruções que se esbarra também na ineficácia de uma simples leitura de texto. Infelizmente muita gente tem a dificuldade de ler um simples texto que é direto , técnico e objetivo. Não abrindo(e nem deveria) espaço para interpretações. Lido o texto, ao que parece as pessoas tendem a querer interpretar o que está escrito. Não há nada a interpretar. Basta ver que o manual está escrito de forma clara, objetiva e ilustrativa(com figuras!) para que qualquer usuário faça uso do aparelho. Não há espaços para interpretações ou adaptações.
Simples não? Na realidade para muitos não é.
Para piorar, os que tem contato direto com o usuário final(no caso o segurador) para instruir, informar e ilustrar muitos não têm a capacidade verbal, ou pior, a devida paciência e polidez para com o usuário.Não digo todos, mas infelizmente tenho vivenciado que a grande maioria.
Foram tantas as dores de cabeça da Petzl com esta falha pessoal dos escaladores(incapacidade de apenas seguir instruções e adaptar palavras em procedimentos errados) que não sabiam ler um simples caderninho de uso, ou da completa ignorância com as instruções existentes no manual do fabricante que a empresa Petzl encomendou um vídeo auto-explicativo. A imagem vale mais que mil palavras. Irnonicamente muitos escaladores(alguns até conheço de longa data) torceram o nariz para o que o fabricante mostrou em vídeo. O vídeo pode ser visualizado várias vezes, e pode ser baixado pela internet em dois formatos(quicktime e windows media player). Para quem não tem muita intimidade com manipulação de arquivos de vídeos, saiba que alguém que tem a habilidade pode transformar este pequeno vídeo(em torno de 100mb) em um DVD(a mídia de DVD é algo em torno de R$5,00) e pode ser mostrado em palestras, cursos, ou ser distribuído para os escaladores que estão entrando no mundo da escalada guiada. Um pequeno preço que se paga para que a segurança seja a palavra da vez.
Assita o vídeo abaixo.
Caso a língua inglesa seja um problema para você, e a imagem não é suficiente, use a seguinte ferramenta de idiomas : http://www.google.com.br/language_tools?hl=pt-BR, digite o texto que aparece na tela e veja a sua tradução.
Não quer assistir nesta página? Assita aqui : http://www.dailymotion.com/video/x50vsu_grigri-belaying-the-leader_sport
Porém há a sempre a interpretação do que há no vídeo. Não deveria, pois bata assitir o vídeo e guardar em sua memória.
Apesar de haver as imagens sendo mostradas, com direito a replay e câmera lenta as pessoas tendem a querer ver somente o que querem.
Lembra o ditado "o pior cego é aquele que não quer ver"? Pois é, acontece neste exemplo.
A Petzl sugere Dois (número par, que merece plural, e sugere diretamente que não há um único jeito) jeitos diferentes de alimentar a corda rapidamente. A primeira é a maneira clássica, o qual se usa a mão direita para facilitar a liberação da corda e voltar a segurar a corda novamente. Está escrito no manual desta maneira, advertindo que não deve ficar a mão na trava o tempo inteiro, somente o instante de liberar a corda.
A segunda é usando o polegar, com o polegar apoiando na aba metálica. Esta segunda maneira foi sugerida pela Petzl recentemente. Muitos neófilos abraçaram a sugestão da segunda opção, rechaçando a primeira técnica, também sugerida pela petzl. Ser neófilo (só ligar para as novidades, esquecendo as coisas e procedimentos "old-school") é uma característica que nada tem a ver com o correto ou incorreto. A preferência faz parte de quem é tradicionalista ou não, o que nada tem a ver com seguir o caminho correto ou não.
Ambas as técnicas usadas para a manipulação momentânea da trava metálica do grigri. Não sou eu que estou falando, ou interpretando, está no vídeo acima, e se não conseguiu ver o que acabei de escrever, sugiro que assista o vídeo novamente.
Para não restar dúvida, ou falha de minha leitura(não interpretei nada), a foto abaixo ilustra bem minhas palavras. Detalhe : a foto foi retirada do manual da Petzl da internet(http://en.petzl.com/ProduitsServices/GRIGRI%20experience.pdf) :

Que ver mais de perto somente a mão do segurador na foto?

Fala-se muito do correto, ou incorreto, na maneira de dar segurança. Mas o principal é a atmosfera que cerca a pessoa que fornece a segurança. A cosia mais comum que existe em um ginásio de escalada são as pessoas dando segurança e conversando ao mesmo tempo. Este tipo de comportamento tambpem está abordado no manual da petzl, e fere também qualquer código de bom senso e respeito ao escalador que possa existir. E não me lembro de ter visto aqui no Brasil, em qualquer ginásio ou site de internet, os dizeres em cartazes de que "é proibido conversar durante a segurança guiada". De nada vai adiantar fazer qualquer procedimento correto ou não se haver conversa do segurador com alguém ao seu lado. Ato este não coibido, e até incentivado, pelas academias pelo país afora.
Facilmente se vê as pessoas, incluindo instrutores pelo país afora, alguns nas principais academias do Brasil fazer vista grossa para o escalador que se comporta como a figura 1 abaixo :

Lembro-me perfeitamente de ver este mesmo cartaz (proibido conversar em segurança guiada) em uma academia de New Jersey quando a visitei para escalar. Já me falaram que na França a segurança é de ATC para coibir as conversas paralelas.
Aqui no Brasil nã nada mencionando da pessoa correr durante a segurança, ou converar, há a regra de que instrutores façam a correção da segurança, mas não há nada feito ao comportamento do segurador. É muito comum ver estes mesmos instrutores serem invadidos por algum tipo de soberba (inerentes ou não à sua personalidade) serem rudes e mostrarem verdadeiro despreparo em instruir com amabilidade e educação tanto ao leigo quando ao escalador mais experiente. Ato que mostra com que a preocupação com a segurança seja secundária, e se torne um ato inócuo de melhorar a segurança em ginásios. Acredito que a abordagem e as instruções são muito mais importantes do que o conteúdo da instrução. Isso porque depende desta educação e sensibilidade (que muita gente parece não ter recebido quando criança) a receptividade ou não com a maneira. Cheguei inclusive a escutar o seguinte argumento sobre meu procedimento: "Aqui não é a petzl"(obs.: o fabricante do grigri é como mesmo?). Nem merece comentários diante de declaração ridícula e patética (isso para dizer o mínimo).
Para mostrar mais ainda em como a interpretatividade anda correndo solta por aí, no manual da Petzl, ainda há a seguinte sugestão para quem está fornecendo a segurança :

Detalhe : Já fui aconselhado a me posicionar por pessoas a ficar das maneiras consideradas erradas, mesmo estando seguindo o procedimento correto aconselhado pelo fabricante.Só porque não estamos dentro da empresa, não quer dizer que não temos de criar regras diferentes das recomendadas pela Petzl. Podemos não estar na Petzl, mas ainda estamos no mesmo planeta, agindo pela mesma gravidade, e usando os produtos da empresa.
Aproveitei então para que eu fizesse a minha parte, e colocasse neste post algo em torno do uso do grigri. Foram tiradas imagens diretas do manual da Petzl, assim como o vídeo. Não modifiquei nenhuma figura, e, portanto são os procedimentos que a própria petzl.

Para mais detalhes, e baixar o manual de uso do produto acesse em : http://en.petzl.com/ProduitsServices/GRIGRI%20experience.pdf
O mais importante para quem discordar dos procedimentos descritos na petzl, é mostrar o manual do fabricante. Contra fatos, fotos, e agora vídeo, não há argumento.
Escrito por Luciano Fernandes às 12h42 PM
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Lesão nos Ombros
Neste final de semana em visita à cidade de São Bento do Sapucaí(para procurar mais projetos para os próximos 6 meses) fiquei sabendo que houve um escalador que sub-luxou o ombro direito ao entrar escalando uma via. Me causou espanto, até porque na via em referência não existia movimentos dinâmicos ou botes. Na minha concepção leiga somente assim(botes e dinâmicos) haveria possibilidade de uma luxação ou subluxação (ou talvez escalar em um grau muito acima da capacidade do escalador).
Como gosto de colocar aqui neste blog informações úteis aos esaladores interessados pesquisei sobre o assunto para que até eu ficasse mais informado sobre o assunto.
Amplamente difundido por escaladores que já tiveram contato com a biomecânica, o uso de um elástico(preferencialmente o Thera Band) os exercícios de compensação muscular, ajuda a prevenir lesões nos ombros e costas. Fotalecendo os músculos e contrubuindo para a correção postural do escalador. Estar forte, bombado ou com excesso de massa muscular não isenta a qualquer um a luxar os ombros. Por isso a prevenção é a melhor saída.
A reportagem (em inglês) seguida da fotos de exercícios preventivos e fortalecedores se encontra em : http://www.climbandmore.com/climbing,592,0,1,training.html


As lesões dos ombros estão freqüentemente associadas a atividades atléticas que envolvem movimentos excessivos, repetitivos e com as mãos acima da cabeça como natação, tênis, arremesso e levantamento de peso. Também podem acontecer nas atividades da vida diária como lavar paredes, pendurar cortinas e jardinagem.
Se você estiver com dor no ombro e responder sim a uma das questões abaixo você deve procurar seu ortopedista para determinar o diagnóstico e tratamento.
1- O seu ombro tem algum grau de diminuição dos movimentos ? Você pode movimentá-lo em todas as direções ?
2- O seu ombro parece que vai deslocar em alguns movimentos ?
3- Parece que perde força no ombro para fazer suas atividades normais do cotidiano?
A grande maioria dos problemas da articulação do ombro envolve os músculos, ligamentos e os tendões e não os ossos. Portanto não se deve negligenciar qualquer alteração. Ao menor sinal deve-se procurar um ortopedista de sua confiança para que seja feito um diagnóstico preciso e tratado adequadamente, pois quanto mais precocemente iniciado o tratamento melhor o prognóstico, ou seja mais cedo poderá retornar às atividades e sem seqüelas.
Fonte : http://sentirbem.uol.com.br/index.php?modulo=colunistas_mat&id_col=19&id_mat=156
Luxação?
Uma luxação é o deslocamento repentino e duradouro, parcial ou completo de um ou mais ossos de uma articulação. Sucede quando uma força atua diretamente ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal.Ele pode ser confundido com entorse.
Alguns tipos de Luxação: Luxação recorrente do ombro, luxação recidivante do ombro, do maxilar inferior (queixo caído), do polegar, do quadril, do joelho
Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxa%C3%A7%C3%A3o
CAUSAS
A principal causa das luxações e subluxações é o trauma. A malformação congênita das superfícies articulares resulta em luxação, como em luxação congênita do quadril. A luxação também pode ocorrer quando há paralisia muscular extensa ao redor de uma articulação, por exemplo, no ombro de um paciente com hemiplegia, quando há retorno na potência muscular.
As subluxações podem ocorrer em pacientes que sofrem de Artrite Reumatóide quando há destruição das superfícies articulares e alterações nos tecidos moles. Algumas articulações são mais propensas a luxar que outras por causa de sua conformação anatômica, isso ocorre particularmente no caso do ombro.
Muitas luxações traumáticas estão associadas a fraturas: fraturas do cotovelo, do tornozelo e das vértebras. Muitas vezes, as luxações são acompanhadas por grave dano nos tecidos moles, por causa de estiramento ou ruptura das estruturas ao redor da articulação.
Os ligamentos podem ser parcial ou completamente rompidos e podem exigir reparo cirúrgico. Os músculos, tendões, bainhas sinoviais e cartilagens também podem ser danificadas.
LUXAÇÕES TRAUMÁTICAS
Dependem do fato de haver subluxação ou luxação, pois as características clinicas que surgem da subluxação são bem menos acentuadas.
Na hora da lesão:
1) Imediatamente surge uma dor intensa que é pior que a sentida com a fratura. O paciente tem a sensação de ruptura, que é diferente da sensação da quebra ou estalido de osso, que ocorre na fratura.
2) Deformidade: pode ser muito nítida em uma luxação, porque o contorno normal da articulação pode ser modificado. Porém, pode haver ocasiões em que a deformidade não é discernível ou há uma fratura associada, que pode fazer com que a luxação seja negligenciada.
3) Perda da função: o paciente não é capaz de mover o membro.

Características posteriores:
1) Tumefação: ocorre como resultado do rompimento dos tecidos moles e conseqüente reação inflamatória. A exsudação de uma reação inflamatória dentro da cápsula articular é serofibrinosa e amplia o risco de aderências.
2) Contusão - equimose: e devida ao extravasamento de sangue dos vasos lesados.
3) Rigidez: quando se desenvolvem aderências, isso pode criar um problema na recuperação da função.
4) Fraqueza muscular: ocorre nos músculos ao redor da articulação e possivelmente no resto do membro se ele for imobilizado por algum tempo.
As luxações e subluxações descritas abaixo são as que ocorrem mais freqüentemente; o tratamento fisioterápico pode ser importante:
ARTICULAÇÃO DO OMBRO
É uma luxação comum nos adultos e pode ocorrer como resultado de choque direto ou, mais freqüentemente, de choque indireto. Este choque indireto pode ocorrer de uma queda sobre a mão em hiperextensão, tende a produzir uma luxação anterior na qual a cabeça do úmero é deslocada para frente e a seguir fica na fossa infraclavicular logo abaixo do processo coracóide (luxação subcoracóide). A primeira pode ser resultado de uma choque direto na região anterior do ombro ou como conseqüência de uma convulsão epiléptica, que pode produzir uma luxação posterior, onde a cabeça do úmero é deslocada para trás e pode ficar abaixo da espinha da escápula na fossa infra-espinhosa (luxação subespinhosa). A luxação deve ser reduzida o mais breve possível, pois além da dor intensa e da perda da função, pode provocar mais danos devido ao estiramento prolongado dos tecidos. Se o paciente é idoso, há outro tipo de tratamento. O paciente idoso fica com o braço em repouso em uma grande tipóia ou colar e mantido por alguns dias, já o paciente jovem pode ser enfaixado com uma bandagem torácica por 2-3 semanas, tendo em vista o perigo de luxação recidivante.
Complicações:
- Lesão do nervo axilar: é mais provável ocorrer em uma luxação anterior que na posterior e resulta em paralisia do deltóide e perda da sensibilidade em pequena área na região lateral do braço. Isso ocorre por causa do estiramento que causa uma axonotmese ou á pressão que resulta em neuropraxia, esta se recupera em poucas semanas, mas a axonotmese demora mais tempo, pela presença de processo degenerativo.
- Fratura associada: a luxação pode ser acompanhada por fratura do tubérculo maior.
- Luxação recidivante: em alguns casos, a lesão provocada pela luxação não cicatriza e pode ocorrer nova luxação. A seguir, outras luxações são prováveis e com freqüência crescente, embora a lesão de inicio possa ser muito leve. O dano envolve a cápsula rota a partir da margem anterior da cavidade glenóide e a superfície articular da cabeça do úmero apresenta uma depressão póstero-lateralmente. Esta luxação recidivante ocorre mais freqüente nos jovens, porque se o trauma inicial é mais grave e, se eles continuarem a praticar esportes ou forem ativos, um pequeno trauma pode dar origem a outra luxação. Se a reluxação é freqüente e prejudica as atividades normais do indivíduo, então aconselha-se a cirurgia.
Tratamento Fisioterápico:
Difere de acordo com a idade do paciente.
- Pacientes idosos: o mecanismo que causa a luxação pode ser relativamente simples, pois os músculos podem ser mais fracos na pessoa idosa e o manguito rotador pode não proporcionar a mesma estabilidade à articulação do ombro, como na pessoa jovem. Nesses casos, o dano no tecido mole pode não ser tão extenso e o tratamento deve começar no dia seguinte àquele em que a luxação foi reduzida. No 1o ou 2o dia de tratamento, deve-se concentrar no movimento dos dedos, punho, cotovelo e cintura escapular. As vezes, o calor e a massagem podem ajudar no relaxamento e possibilitam ao paciente iniciar os movimentos suaves do ombro. E mais fácil começar com flexão/extensão e deixar a rotação por último. É importante dar ênfase na restauração do arco de movimento e da função, pois muitas pessoas idosas desenvolvem ombro rígido se a mobilização não for precoce.
- Pacientes jovens: não há o mesmo risco de desenvolver ombro rígido no jovem como acontece no idoso, e o ombro pode permanecer enfaixado junto ao tórax para permitir a cicatrização dos tecidos moles. Isso pode ajudar a diminuir o risco de uma luxação recidivante se as lesões não forem muito intensas. Durante esse tempo, o paciente deve ser orientado para realizar contrações estáticas nos músculos ao redor do ombro.
Eliminado o enfaixamento, o fisioterapeuta pode encontrar um arco de movimento bastante bom, é importante reforçar os adutores e os rotadores mediais. A reabilitação final depende das necessidades do indivíduo. Os pacientes que retornam á atividade física, seja no trabalho seja nos esportes competitivos, podem precisar de um programa intensivo com ênfase especial sobre o desenvolvimento de potência muscular e todo o arco de movimento.
Os pacientes submetidos a cirurgia para luxação recidivante podem Ter o ombro imobilizado por 34 semanas. Depois disso, o paciente precisa de um programa de reabilitação para reassumir o arco de movimento, a potência muscular e a função total.

Fonte : http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/blair_art8.htm
Escrito por Luciano Fernandes às 09h15 AM
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